Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinião

Ataque deficitário

12 de Agosto, 2017
A Selecção Nacional de Futebol respira por esta altura os ares de Antananarivo, para cumprir a eliminatória cujo desfecho pode colocá-la na fase final do CHAN, no Quénia no próximo ano.

Os Palancas Negras defrontam amanhã o Madagáscar, adversário que deixou pelo caminho o nosso \"irmão\" do Índico, na eliminatória passada. Todas as atenções da equipa orientada por Beto Bianchi estão no ataque, nesta altura o lado mais fraco dos angolanos. A saída de Gelson do campeonato nacional para Liga Portuguesa, deixou quase órfão o sector, com devido respeito para com os seus colegas.

Yano, promissor avançado do Progresso do Sambizanga, não está à altura das necessidades da equipa. Por mais de uma vez, nesse consulado de Beto Bianchi, foi-lhe dada a responsabilidade de comandar o ataque dos Palancas Negras, porém, a sua produção ainda está longe do desejado.

As alternativas são os extremos, ou os jovens pontas -de -lança como Vá, seu colega de equipa. Esse sempre que é chamado responde à medida, porém, a altura não o ajuda. Não pode ser opção, como único atacante, apesar da habilidade técnica.

Caporal, jogador do 1º de Maio de Benguela, é outro jogador que procura ainda por um lugar ao sol. Apesar de estar entre os melhores avançados do Girabola, o certo é que nos Palancas Negras tarda em assumir-se como alternativa. Passou despercebido no torneio da Taça Cosafa, pelo que pouco, ou quase nenhuma confiança transmite aos adeptos.

É esse o principal déficit, que os Palancas Negras carregaram para a capital malgaxe. A solução pode estar na mudança do sistema táctico; povoar o meio, colocar três ou quatro jogadores com vocação ofensiva. Mas o treinador nacional e a sua equipa sabem como coser. O importante nessas eliminatórias, em África sobretudo, é fazer golos em casa do adversário. Um empate não era nada comprometedor, de preferência com golos.

Em casa, os Palancas Negras costumam encontrar soluções para ultrapassar os adversários. Ir ao CHAN, ou melhor regressar à prova destinada aos jogadores que evoluem em campeonatos locais, era ouro sobre azul para Bianchi que não dispõe de muito tempo para observar e experimentar outros talentos. Uma eventual presença dos Palancas Negras seria uma boa oportunidade para ensaiar jovens das selecções de sub-17 e sub-20, isso, se a FAF não pensar sonhar com o céu e a terra. Dito por outras palavras, se a Federação Angolana de Futebol trabalhar de maneira estruturada, pode-se aproveitar essa presença para dar rodagem competitiva aos mais jovens.

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