Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ateno aos rbitros

27 de Setembro, 2014
Olhando para a tabela classificativa, podemos ver que nada está ainda definido nos três principais painéis da prova, título, segundo lugar para entrada directa nas Afroçatas e despromoção, embora existam equipas com mais possibilidades de alcançar aqueles lugares.

Nesta fase derradeira da prova, a arbitragem tem dominado as conversas do dia-a-dia. A retórica de que a "segunda volta é dos dirigentes" ganha cada vez mais corpo, depois de tudo o que aconteceu nas últimas jornadas. Principalmente nos jogos que envolveram os dois primeiros classificados, o Recreativo do Libolo e o Kabuscorp do Palanca.

A diferença entre ambos cifra-se em oito pontos, com vantagem para a equipa de Calulo que, na última jornada, em casa, beneficiou de um erro crasso do árbitro Hélder Martins, para garantir mais três pontos. Uma grande penalidade vista por todos e não assinalada a favor dos militares ditou o desfecho dos 90 minutos.

O Kabuscorp não ficou atrás. Também foi beneficiado, já que o golo que lhe garantiu os três pontos foi marcado em posição ilegal. Love, quando recebeu a bola de Tresor Mputo, estava deslocado.

O caricato de tudo isso é que bastou o Recreativo do Libolo confirmar os três pontos para a equipa do Palanca fazer o mesmo. Não passou um minuto. Kaya marcou aos 76 minutos o segundo golo do Libolo e aos 77 minutos Love sentenciou a vitória do Kabuscorp. Ambas por 2-1. Muita coincidência.

Neste fim-de-semana o Recreativo do Libolo desloca-se ao Dundo, onde vai jogar com o Sagrada Esperança, enquanto o Kabuscorp recebe em Luanda o União do Uíge. Depois do que aconteceu na ronda anterior, as atenções estão viradas para o trabalho dos árbitros indicados para os dois jogos, o que eles vão produzir de concreto.

"O erro é humano". Estamos de acordo. Contudo, o erro sistemático não tem nada de humano. Ao verificarmos num jogo erros que prejudicam sempre a mesma equipa, isto não é o apanágio da arbitragem. O 1º de Agosto alerta e faz aquilo que nenhum clube fez, denunciar quando surgem casos de arbitragens inclinadas.

A promiscuidade nunca pode ser confundida com os deveres de cada um nas quatro linhas. As equipas de arbitragem não devem ignorar a importância do desporto a nível nacional e internacional.

A má qualidade do seu trabalho influi de forma negativa na imagem do futebol nacional no exterior, e tem o condão de mostrar que não existe verdade desportiva no país. Há que reverter esta situação, para bem do futebol nacional.

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