Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ateno ao tempo

30 de Novembro, 2017
Termina hoje mais uma semana e com ela o tempo coloca-nos cada vez mais próximos do CHAN-2018, campeonato reservado a jogadores que actuam nas competições internas dos respectivos países, que vai ser disputado entre Janeiro e Fevereiro na República de Marrocos.
Com mais ou menos mês e meio pela frente, a prova está marcada de 12 de Janeiro a 4 de Fevereiro, o país continua sem saber quem a Federação Angolana de Futebol (FAF) vai indicar para o lugar do hispano -brasileiro Beto Bianchi, cujo vínculo com o órgão reitor do futebol nacional foi interrompido, por força dos compromissos do Petro de Luanda (equipa que o contratou) na próxima época, nomeadamente, Girabola Zap, Taça de Angola e eliminatórias de acesso para a fase de grupos da Taça da Confederação.
Com o anúncio de fim do contrato entre a FAF e o treinador Beto Bianchi, uma situação que era praticamente esperada pela Federação, o país continua a aguardar a indicação do novo seleccionador nacional, dado que vai precisar de um mínimo possível de tempo para formatar o grupo a seu jeito.
Com o tempo em contagem regressiva, esperava-se que nesta altura a FAF tivesse definida a situação com a indicação de um treinador que se ocupasse dos Palancas Negras, de forma interina (curto prazo, por exemplo três meses) ou mesmo definitiva (mediante um contrato de médio ou longo prazo). A verdade é que nada disso ainda aconteceu, e tudo é uma incógnita.
Provavelmente, os gestores da FAF devem estar a pensar na mesma estratégia da Federação Angolana de Basquetebol, que praticamente contratou um treinador para os hendacampeões africanos quando faltava pouco menos de uma semana do torneio de qualificação para o Mundial da China em 2019.
Oxalá, não seja isso, por tratar-se de modalidades completamente diferentes e mesmo os objectivos nas respectivas competições são incomparáveis, se assim podemos dizer. Existe mais ambição num (CHAN) do que noutra (Mundial), face o nível competitivo das provas e os adversários a defrontar.
Na sua terceira presença no CHAN, Angola deve bater-se por um desempenho acima da média, por uma actuação que dignifique o futebol nacional, já que não se pode esperar por uma presença despercebida na competição depois do furor que fez na estreia quando atingiu a final em 2011, na prova disputada no Sudão.
Por este facto, de uma representação condigna do país no CHAN de Marrocos, a nomeação ou indicação de um técnico para a Selecção Nacional é imprescindível, e deve ser uma prioridade na agenda dos gestores da FAF, encabeçados por Artur Almeida e Silva.
Porque o tempo não é um recurso renovável e não espera por ninguém, esperemos que o novo seleccionador nacional seja realidade, já no início do mês que amanhã começa. A ver vamos!

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