Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ateno aos Sub-17

02 de Março, 2017
A presença da selecção nacional de futebol de Sub-17 no CAN do Gabão, dentro de aproximadamente um mês, deve constituir uma das grandes prioridades da FAF, neste primeiro trimestre do ano.

Com uma agenda de trabalho apertada, em que as linhas mestras devem estar centradas na correcção de uma série de constrangimentos que ainda enfermam o futebol nacional, e depois dos incidentes registados no arranque do Girabola, o elenco de Artur Almeida e Silva não pode, ainda assim, deixar de olhar com proeminência para o compromisso da nossa jovem selecção.

A pouco mais de um mês da grande empreitada, é importante que uma atenção especial seja dada à selecção Sub-17, que por mérito e fruto de uma excelente campanha, conseguiu a qualificação e o regresso à alta roda do futebol continental, 17 anos depois de ter marcado a última presença.

Os Palanquinhas voltam este ano, à alta roda do futebol continental, para tentar chegar o mais longe possível. Atingir a fase seguinte, podia, à partida, ser definido como o objectivo central, e tudo o resto como ganho adicional. Não colocar a fasquia muito alta, é uma opção avisada, por forma a não colocar a equipa sob pressão.

Depois da última presença em 1999, no CAN da Guiné Conacry, quando a selecção estava às ordens de Oliveira Gonçalves, é normal que se ambicione algo além de uma simples participação, pois a ansiedade é grande no seio dos agentes do rei -futebol.

Entretanto, é preciso que tenhamos os pés bem assentes no solo, e saibamos definir um objectivo que esteja ao alcance daquilo que os nossos jovens jogadores são capazes de fazer.

É importante, que a direcção sinta com a equipa técnica, e ouça o ponto de vista sobre o assunto.A empreitada para o CAN dos Camarões, a nível dos seniores, também tem início este ano, os Palancas Negras tudo farão para regressar à prova, depois de falhar as duas últimas edições (2015 e 2017).

Portanto, a selecção de Sub-17 deve ser vista como um bom ponto de partida para uma nova era, que se pretende para o futebol angolano. Artur Almeida e Silva tem de colocar entre as prioridades, um olhar sério para esta selecção, pois aí, está o futuro das Honras dentro de cinco/seis anos, quando se projectar uma nova presença de Angola no Campeonato do Mundo, quiçá no de 2022, no Qatar.

Angola mostrou durante a campanha de qualificação ao CAN Sub-17, ser uma equipa colectivamente forte, e com alguns talentos notáveis. Resta a direcção da FAF criar as condições indispensáveis, para que Languinha Simão e seus pupilos possam trabalhar sem constrangimentos, e de acordo com o que foi previamente planificado.

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