Jornal dos Desportos

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Opinio

Atentos ao CHAN

04 de Julho, 2017
A Selecção Nacional de futebol está a cumprir na África do Sul a preparação para o jogo do dia 16, no estádio de Port Louis, referente à primeira mão da penúltima eliminatória, diante da similar das Ilhas Maurícias, para as eliminatórias de acesso ao CHAN, cuja fase final vai ter como palco a República do Quénia, no próximo ano.

Para a competição que é reservada a jogadores que actuam nos campeonatos internos, Angola procura a terceira presença, depois de ter feito estreia auspiciosa em 2011, no Sudão, com chegada à final em que perdeu para a Tunísia, por 3-0, e voltou a competir na edição de 2016, no Ruanda.

Depois da eliminação precoce na Taça Cosafa, em que não chegou aos quartos - de -final, os Palancas Negras estagiam na África do Sul com vista a aumentar a capacidade competitiva para o jogo do dia 16, no qual precisa afastar o seu adversário para chegar à última eliminatória e decidir a qualificação à cimeira do Quénia, a ser disputada no período de 11 de Janeiro a 2 de Fevereiro de 2018.

Enquanto o dia do jogo não chega, os pupilos de Beto Bianchi corrigem erros e fazem acertos devidos, em terras sul-africanas, para começarem com o pé direito a caminhada em direcção ao Quénia, depois do arranque com derrota (3-1, com o Burkina Faso) nas eliminatórias de acesso ao CAN-2019, nos Camarões, e agora, o afastamento da Cosafa.

Nos jogos realizados na Taça Cosafa, a Selecção Nacional deixou escapar que precisa de trabalhar muito mais, para debelar as dificuldades que deixou expostas: pouco entrosamento entre os sectores, indefinição no \"onze\", opções duvidosas na hora das substituições, entre outras fraquezas.

É bem sabido que Beto Bianchi está num processo novo, precisa de tempo para vincar a sua filosofia de jogo nos Palancas Negras, mas é bom nesta altura que comece a dar sinais de mais consistência, para evitar o falatório muitas vezes sem fundamentação, e as pressões desnecessárias.

Depois de ausentes nos dois últimos CAN, os Palancas Negras procuram o regresso às duas magnas competições do continente, nomeadamente, CHAN-2018 e CAN-2019. Beto Bianchi e seus pupilos têm cerca de duas semanas para montarem a estratégia e limar as arestas, para que tudo saia à preceito no jogo com os mauricianos.

Apesar de começar a caminhada para o CHAN fora do habitat, os angolanos têm condições ainda assim, de um bom resultado. Não por os seus adversários estão alguns furos abaixo, no ranking da CAF e da FIFA, mas também porque em termos competitivos Angola tem mais potencial que as Ilhas Maurícias.

Apesar de haver alguma desilusão dos adeptos angolanos, face à não qualificação para os quartos - de - final da Taça Cosafa, ainda assim, estão dispostos a darem o apoio à Selecção Nacional ainda que à distância, numa forma de tributo ao grupo de jogadores que actuam no Girabola, já que os que actuam no exterior estão excluídos do contributo nestas eliminatórias, e mesmo na própria competição, caso Angola venha a apurar-se.

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