Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Atitude sensata

31 de Janeiro, 2017
A direcção do clube 4 de Abril do Cuando Cubango descarta a participação na liguilha que vai apurar o substituto do Benfica de Luanda, para o Girabola de 2017, que arranca no dia 10 deste mês, por não reunir condições para competir na prova.+

Uma atitude sensata dos dirigentes do clube das terras do progresso, porquanto, a participação na prova ia acarretar despesas com transporte e alojamento para o local da competição, além dos pendentes que o clube tem com jogadores e treinadores.

A primeira experiência, do 4 de Abril na principal competição de clubes do país, podia ter sido digna de registo pela positiva, se não houvesse greves de jogadores e incumprimentos da direcção do clube, em relação ao pagamento de salários e prémios de jogos, tanto para à equipa técnica como para os atletas.

Dentro do relvado, a equipa mostrou em muitos jogos do Girabola transacto, que tinha condições para chegar longe. Em determinadas partidas, chegou a ombrear com equipas grandes, que à partida não eram do seu campeonato, daí que se fizessem bons augúrios quanto ao futuro.

Ao descartar a participação nesta prova, que a Federação Angolana de Futebol vai organizar com o fito de colmatar a ausência dos encarnados de Luanda, que alegaram entre outras, questões financeiras, o 4 de Abril deu um passo na direcção certa.

Com grandes dificuldades financeiras e com pendentes por resolver da época passada, era uma aventura enveredar pela participação. O Girabola é uma prova bastante onerosa para os cofres dos clubes, em que muitos deles volta e meia clamam por apoios e ameaçam desistir ou fazem grandes matemáticas para conseguir terminar a prova.

Com tudo isso, seria, pois, despropositado tentar o regresso ao Girabola por essa via. É evidente que a população loca continua sem poder ao vivo "beber" do que melhor tem o futebol da primeira divisão, mas um clube com dívidas como o que tem o 4 de Abril, com as dificuldades financeiras que atravessa, não pode dar-se ao luxo de competir cavando mais dívidas sem um horizonte temporal para saldá-las.

É evidente que as portas do Girabola não estão fechadas para o Cuando Cubango. Com o 4 de Abril ou com qualquer outra agremiação, a província tem direito de sonhar nos próximos tempos com um representante na prova maior do futebol nacional.

A presença do 4 de Abril, na edição passada, serviu de lição para os dirigentes locais que podem equacionar melhor sua participação em provas nacionais, concretamente, no Girabola.

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