Jornal dos Desportos

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Opinio

Ausncia do CAN

19 de Outubro, 2016
A Confederação Africana de Futebol anunciou para hoje a realização do sorteio do CAN'2017, cuja fase final está prevista para Janeiro e Fevereiro do próximo ano, sem a presença de Angola, só com a Guiné Bissau como único país dos PALOP, em competição. A ausência dos Palancas Negras na maior cimeira do continente, não deixa de ser significativa, Angola sempre foi um inquilino assíduo nas últimas competições, embora os resultados ficassem aquém do esperado.

Estar sempre em fases finais do CAN deu ao país uma outra visibilidade a nível de África, o respeito granjeado pelos Palancas Negras foi notório, dado que o país teve a oportunidade de nesses anos desfilar ao lado das melhores equipas continentais, muitas delas com estatuto mundialista.

A ausência de Angola no sorteio de hoje, em que as equipas qualificadas ficam a conhecer os adversários e os grupos em que passam a inserir, é apenas corolário da degradação acentuada do futebol nacional que acaba por ter reflexos na prestação negativa das Selecções Nacionais, nas diversas competições, excepção feita à equipa de sub-17 que conseguiu este ano carimbar o passaporte para o CAN de Madagáscar em 2017, e com os clubes nacionais a apanharem por medida, principalmente aquando da sua participação nas Afrotaças em que sempre chegam às competições com poucos jogos nas pernas, ao contrário dos seus adversários mais rodados por altura do arranque das competições da CAF, a nível de clubes.

A Federação Angolana de Futebol vota a gerência em Dezembro, e dois candidatos assumiram publicamente a intenção de concorrerem ao pleito eleitoral, alinhados nos discursos que assentam na necessidade de inverter o quadro em que o futebol está mergulhado. De facto, o quadro não é nada animador, e a queda constante dos Palancas Negras no ranking internacional da FIFA espelha bem o actual momento. O futebol precisa de ser reajustado, com políticas de desenvolvimento mais adequadas, do topo à base.

Longe de lamentar a ausência, o importante é que se reflicta nas causas que estão na base do descalabro, e que o novo inquilino da FAF e seus acompanhantes tenham a humildade de juntamente com os restantes agentes desportivos e homens ligados ao desporto - rei, desenharem o figurino que recoloque o futebol angolano no caminho certo.

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