Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Balano positivo

03 de Janeiro, 2015
Tanto a São Silvestre de Luanda como o Meeting Internacional acabaram, de um modo geral, por cumprir com os seus propósitos, à luz do que tinha sido projectado pela órgão reitor do atletismo no país. Desde a criação de condições à vertente competitiva pensamos, que de uma maneira geral, tudo correu à feição.

No capítulo organizativo, a comissão colocou o percurso em dia, distribui atempadamente os kits e criou condições técnica e logística para que os corredores profissionais e amadores pudessem alcançar os seus objectivos. Na vertente competitiva, as coisas foram ainda muito melhor.

Foi possível constatar, quer na prova masculina na feminina, uma entrega total dos corredores que evidenciaram muita competitividade do princípio ao fim, facto que agradou à população que saiu às ruas de Luanda, ao princípio da noite de quarta-feira, para ver correr alguns dos melhores maratonistas nacionais e internacionais, e na sexta-feira presenciou no Estádio dos Coqueiros outros grandes momentos durante o Meeting Internacional.

No cômputo geral, podemos dizer que o balanço do trabalho desenvolvido pelas várias comissões de trabalho, de modo particular, e pela comissão organizadora, no geral, foi positivo. Como se disse, houve aspectos que não estiveram tão bem, mas que não colocam em causa o resultado final.

O importante é a Federação reconhecer a necessidade de continuar a trabalhar para aperfeiçoar os mecanismos de organização da prova, para que ano após ano possamos assistir a uma São Silvestre melhor organizada e mais interessante do ponto de vista competitivo.

Neste ano realiza-se a 60ª edição e por se tratar de mais um marco, já que se vai comemorar seis décadas de tradição, é imprescindível que a direcção da Federação Angolana de Andebol comece já a trabalhar com a devida antecedência nos preparativos da prova, tanto em termos administrativos como desportivos.

O importante, para análise que se impõe, é que no geral as coisas correram bem. O número de corredores estrangeiros continua a crescer apesar de a sua maioria ser proveniente de apenas dois ou três países. Os atletas nacionais continuam a ter um prémio adicional para motivá-los a lutar pelo pódio e o percurso mantém os dez quilómetros.

Um último reparo talvez se prenda com o fraco trabalho de publicidade e marketing, já que ano após ano quase que o cenário neste quesito tende a baixar.

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