Jornal dos Desportos

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Opinio

Baptismo de Gonalves

16 de Novembro, 2019
A Selecção Nacional Honras de futebol começou da pior maneira, quarta-feira última, a sua caminhada rumo ao Campeonato Africano das Nações (CAN), competição que terá como país sede os Camarões. O adversário de estreia de Angola no Grupo D, da corrida à maior montra do futebol continental de 2021, foi precisamente a Gâmbia, num duelo que marcou, também, o baptismo de Pedro Gonçalves, como seleccionador nacional.
E a expectativa era enorme em relação a estreia do técnico luso, que muito recentemente conduziu a Selecção de Sub-17 na campanha do Mundial da categoria, que ainda se joga no Brasil e onde o conjunto logrou a qualificação aos oitavos-de-final. Um feito honroso para os Palanquinhas que caíram aos pés da Coreia do Sul na referida etapa.
Apesar do afastamento nos “oitavos”, ao perder com os sul-coreanos por 1-0, os Palanquinhas deixaram bons indicadores nesta prova, em que na primeira fase venceram no Grupo A as selecções da Nova Zelândia e do Canadá, curiosamente por 2-1, e perderam para o anfitrião e tri-campeão Brasil, por 2-0.
Aliás, já sob condução de Pedro Gonçalves, que mereceu o voto de confiança da Federação Angolana de Futebol (FAF) para assumir a condução dos destinos da equipa de honras, a Selecção Sub-17 teve uma brilhante campanha este ano no CAN. Na prova que teve como palco Dar-es-Saalam, Tanzânia, o país logrou, com efeito, um honroso terceiro, depois de bater nas classificativas do 3º e 4º lugares a forte selecção nigeriana.
Estamos em crer, que por tudo que fez em torno da Selecção Nacional de Sub-17, Pedro Gonçalves pode, também, lograr uma excelente façanha à frente da equipa de Honras, desde que evidencia o mesmo grau de profissionalismo e, acima de tudo, humildade.
A derrota “inesperada” no início da campanha dos Palancas, rumo aos Camarões-2021, diante dos Escorpiões, estamos em crer que terá sido um mero acidente de percurso. Pedro Gonçalves mostrou-se bastante profissional e disciplinado enquanto esteve na condução dos destinos dos Palanquinhas. Nos Palancas não deverá fugir à regra.
E é, na verdade, com esse mesmo espírito de missão, dedicação e, acima de tudo, vontade de vencer que os angolanos esperam que ele dirija os destinos da Selecção Nacional “AA”. Temos de acreditar e apoiar incondicionalmente o “novo pastor” dos Palancas Negras, que depois da derrota diante dos Escorpiões, na sua estreia no comando desta para a ronda inaugural do Grupo D da corrida aos Camarões-2021, amanhã volta a dirigir o conjunto no Gabão, frente à similar local. É um jogo importantíssimo.
O Gabão, que tal como a República Democrática do Congo (RDC), o outro integrante do grupo, forma o dueto de mais sérios candidatos a transpor a outra fase, não é um atónico desconhecido dos angolanos. Pelo contrário, os “Azingós”, com quem os Palancas cruzaram já inúmeras quer para corrida ao Mundial, quer para o CAN, afiguram-se como adversários difíceis, mas não impossível de vencer.
Depois da estreia maculada em casa diante dos gambianos, uma vitória extramuros sobre os gaboneses, é, convenhamos, o melhor que pode acontecer para os agora pupilos de Pedro Gonçalves amanhã. Vamos torcer para que assim efectivamente seja!!!...

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