Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Bi-campeo nacional

30 de Outubro, 2017
Embora, aquando do pontapé de saída para o Girabola Zap 2017, não fosse uma certeza, porém, era previsível que o 1º de Agosto fosse um dos principais candidatos ao título, por força da condição de campeão nacional como entrava rotulado para a prova.

A forma como a equipa iniciou a temporada, não obstante disputar o primeiro lugar com o rival, taco a taco em algumas jornadas, era prenúncio de que com mais ou menos sofrimento, os militares chegariam lá e revalidariam o título, sobretudo, depois da estratégia pensada de disputar os jogos, por altura dos compromissos da Selecção Nacional, quando podiam deixar a equipa descansar.

Apesar de perder o campeonato, na primeira volta, para o Petro de Luanda, com uma diferença ínfima de um ponto (34-33), nem por isso o 1º de Agosto sentiu-se acossado ou temeu a perda do título. Com paciência, união do grupo, trabalho, motivação e muita crença, a equipa do Rio Seco fez uma caminhada segura rumo à consagração.

Depois dos tricolores começarem a claudicar nos jogos em atraso, aquando da paragem do Girabola por força dos jogos dos Palancas Negras, com os quais tinha matematicamente bastas hipóteses de se distanciar dos militares, quase pouca gente duvidou de que a equipa do sérvio Dragan Jovic deixasse escapar a grande oportunidade de revalidar o título de campeão nacional, pela segunda vez consecutiva.

Após o ano passado quebrar o jejum de quase 10 anos, sem vencer o campeonato nacional, o 1º de Agosto parece não ceder tão cedo a coroa aos demais concorrentes, sobretudo, em relação ao seu eterno rival, que tal como em 2016 foi o seu principal opositor. Agora, que a diferença de títulos baixou para quatro, depois de já ter estado em sete/oito, os militares tudo vão fazer para nos próximos anos continuarem na mó de cima.

Se ano passado houve quem contestasse a conquista do Girabola pelos militares, com o argumento de que não foram assim tão competitivos, este ano os mesmos fundamentos ecoam, mas dentre os candidatos pensamos que o grémio do Rio Seco foi o mais regular e que dentro das quatro linhas justificou o título de campeão nacional.

O investimento, que a direcção de Carlos Hendrick faz no clube, de um tempo à esta parte, em quase todos os sectores, desde as infra-estruturas à contratação dos melhores jogadores assim como a aposta nos escalões de formação, sustenta o proveito que aos poucos o 1º de Agosto está a colher nas suas mais variadas modalidades colectivas e individuais.

Com a conquista antecipada do Girabola, no próximo ano os militares voltam a jogar em três frentes, nomeadamente, o Girabola Zap, Taça de Angola e Liga dos Campeões, o que pressupõe o reforço do plantel e uma gestão à altura de corresponder com os grandes desafios.
Por agora, e depois desta conquista, o momento é de festa e do jorrar do champanhe, nas hostes do bi -campeão nacional.

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