Jornal dos Desportos

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Opinio

BIC Basket e o CAN

15 de Março, 2017
A segunda fase do BIC Basket está a ser disputada com uma competitividade agressiva, que é bom para a Selecção Nacional, que na próxima semana tem a empreitada de qualificar-se para o Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, a disputar em Agosto, na República do Congo Brazzaville.

Embora não seja ainda a fase decisiva da discussão do título, que só vai ocorrer quando se encontrarem os finalistas, assiste-se já a jogos bastante equilibrados, em que nem sempre os favoritos fazem jus ao estatuto, destaque neste particular aos desempenhos do Progresso do Sambizanga e do Interclube, fruto do excelente trabalho, que está a ser feito pelos respectivos treinadores.

Depois de uma fase regular menos intensa, cada jornada desta segunda fase de acesso aos quartos de final, as equipas exibem-se com o mesmo esmero competitivo, como se estivessem a lutar para arrebatar o anel, entenda-se título.

A ideia das equipas é chegar à fase seguinte, onde as coisas vão aquecer muito mais, das oito que lá chegarem, pelo menos quatro podem aspirar à conquista do campeonato.

Para a batalha do título estamos em crer que os três habitués têm lugar assegurado, nomeadamente, Recreativo do Libolo, Petro de Luanda e 1º de Agosto, por esta ordem, pode a quarta potência sair do \"duo\" Interclube e Progresso do Sambizanga.

É deste actual cenário competitivo que o recém renomeado seleccionador nacional, Carlos Dinis, vai ter a oportunidade de escolher, no próximo dia 18 do corrente, os pré-seleccionados para a \"operação Lusaka\" que vai decorrer de 25 a 31 do corrente na capital zambiana, tendo em vista o torneio de qualificação ao Afrobasket 2017.

Atento ao desempenho de cada atleta, Carlos Dinis deve chamar os melhores da actualidade, para cada uma das várias posições do combinado nacional, de modo a fazer um trabalho que resulte numa equipa forte e competitiva, que garanta não apenas a presença na prova africana, mas a sua conquista no próximo mês de Agosto.

Ou seja, o grupo que for seleccionado para o torneio de qualificação tem de ter já em perspectiva, o próprio Afrobasket, pode até lá ser integrado por mais um ou outro atleta, ainda que o seleccionador venha a ser uma pessoa distinta da de Carlos Dinis, cujo contrato termina com o torneio de Lusaka. O BIC Basket é nesta altura uma boa montra para tirar as devidas ilações do potencial físico e competitivo, que apresenta os possíveis \"eleitos\" para a prova que se avizinha.

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