Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinião

Boa caminhada

19 de Abril, 2017
O Recreativo do Libolo não teve exibições de encher os olhos, nesta sua participação na primeira fase da Taça da Confederação, mas foi suficiente para chegar à fase de grupos da competição, afinal, o primeiro objectivo do representante angolano na prova.

Em boa verdade e diante de adversários desconhecidos, alguns até com certo peso como foi o caso do campeão malgaxe, o último obstáculo que os libolenses tiveram de transpor, o importante era conseguir resultados que permitisse seguir em frente, e foi isso que os angolanos fizeram. Cada jogo era um jogo, e o trabalho de casa foi bem feito, e deu a segurança necessária para a formação de Calulo encarar os jogos sem receios. Foi, aliás, uma pré-época bem preparada, que ajudou o conjunto a estabilizar-se.

Com a competição interna a registar um certo atraso, em relação às outras paragens do continente, o Libolo socorreu-se de um estágio fora do país para dar jogos aos seus jogadores, e partir mais entrosado para a competição africana, a primeira prova em que esteve engajado. Atingida a fase de grupos, o clube perspectiva as meias-finais e tem toda legitimidade de pensar desta forma, pois, mesmo sem saber os adversários que tenha pela frente, é preciso pensar grande.

Cinco anos depois do Interclube ter chegado a esta fase, em que atingiu as meias-finais, Angola volta a ter uma equipa na fase a doer da Taça da Confederação, uma prova em que já tivemos equipas na final. Se o Recreativo do Libolo atingir o seu objectivo, e chegar até mais longe, o futebol angolano pode beneficiar, dado que pode vir a ter mais duas equipas nas provas, sob a égide da Confederação Africana de Futebol.

Para o Libolo, a continuidade nas Afrotaças vai implicar mais esforços dos seus jogadores, que vão ter um aumento de jogos nas pernas. A equipa fica engajada em três frentes, Girabola Zap e Taça de Angola, para o calendário doméstico, e Taça da Confederação, pelo que a equipa técnica vai ter de equilibrar as coisas, no concerne à sua preparação, além do facto de disputar jogos quase de três em três dias, para acertar o seu calendário no Girabola.

Certo mesmo, é que a sua continuidade na competição africana deu à equipa a segurança necessária, para encarar os desafios domésticos com optimismo e tranquilidade, pelo que não deve espantar se a equipa engrossar a carruagem dos candidatos ao título, com o 1º de Agosto na liderança.

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