Jornal dos Desportos

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Opinio

Boa dose de emoes

17 de Abril, 2014
Hoje é dia de emoções no basquetebol doméstico. Joga-se para a primeira-mão da final da Taça de Angola e realiza-se a despedida do internacional Carlos Almeida, depois de uma trajectória assinalável de 25 anos. O jogo da final da Taça estava marcado para a última terça-feira mas a chuva que se abateu sobre a capital do país forçou o seu adiamento para esta noite, quando já estava a terminar o segundo período, com vantagem para o Petro de Luanda. Face ao contratempo, as duas equipas voltam, esta noite, ao campo para repetir o expectante duelo de titãs. Os prosélitos da modalidade esperam, desta vez, não ser defraudados de novo por falta de condições, como sucedeu há dois dias devido à infiltração de água no pavilhão Victorino Cunha, infra-estrutura pertencente ao Clube Desportivo 1º de Agosto.

Embora se tenha tratado de um fenómeno natural, o problema da infiltração de água no pavilhão é uma questão que tem a ver com a manutenção do equipamento desportivo, que denota algumas carências. Caso não haja qualquer outro constrangimento, a bola vai esta noite ao ar, na arena do Kilamba, para que as duas equipas comecem a definir o percurso rumo à conquista do tão almejado troféu, cujo detentor é a equipa do Petro de Luanda. Por aquilo que foi a amostra na terça-feira, antes de a chuva ter interrompido o jogo, é quase certo que voltaremos a assistir a uma partida bastante renhida, repleta de emoções do primeiro ao último quarto. As duas equipas são os emblemas com mais títulos conquistados, quer a nível do campeonato nacional, quer da Taça de Angola. Ambos têm no plantel atletas de elevada qualidade técnica e são detentores de um jogo um colectivo muito forte.

Com isso, queremos dizer que qualquer uma pode sair vitoriosa neste primeiro duelo. Aliás, é mesmo o que os dois contendores vão procurar fazer neste confronto de modo a que na segunda-mão possam resolver em definitivo a conquista da Taça, já que uma vitória para cada uma das equipas levava à realização de uma terceira partida, ou seja, uma finalíssima. Mas a partida desta noite, no pavilhão do Kilamba, não se fica apenas pelas emoções do jogo em si. O jogo tem o condão de marcar a despedida do capitão da equipa militar e da Selecção Nacional, Carlos Almeida, que depois de ter ajudado a resgatar o título africano para o país, decidiu colocar um ponto final à carreira de 25 anos.

Para um adeus à altura, o extremo base escolheu, propositadamente, como adversário, o Petro de Luanda, equipa na qual se firmou como atleta de referência na modalidade a nível nacional. Não podendo jogar pelos dois emblemas, o atleta vai dar o máximo esta noite para ajudar a sua equipa a dar um passo em frente nesta empreitada. Na equipa militar, Carlos Almeida foi um esteio e contribuiu, durante os cerca de 12 anos em que vestiu a camisola, para levar muitos troféus, nacionais e internacionais, à galeria do Rio Seco. Apesar de conservar ainda alguma frescura física, chegou a hora de dizer adeus.

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