Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Boa prenda de Natal

15 de Dezembro, 2018
Angola posicionou-se no lugar mais alto do pódio, no Campeonato Africano de andebol sénior feminino que a cidade de Brazzaville albergou, e serviu, também, para apurar os representantes do continente ao próximo Mundial da categoria.
Desde já, nada que não fosse esperado, ou não seria o andebol nacional o mais titulado a nível de África, com vitórias em quase todos os escalões e uma hegemonia no continente que perdura há vários anos.
A Selecção Nacional feminina confirma que as políticas gizadas por quem de direito, no sentido de manter o nível de desenvolvimento e crescimento da modalidade, são as mais acertadas.
Daí, que não deva causar qualquer espanto, o facto das nossas Pérolas dificilmente serem batidas em África. O facto de se apostar sempre nos escalões mais baixos, cujas jogadoras crescem ao mesmo tempo que as seniores, fortalece a sua hegemonia, permite que o rejuvenescimento da selecção seja quase imperceptível, porque a equipa mantém a mesma estrutura competitiva e sempre ao mais alto nível.
O andebol feminino, há muito que assumiu ser um dos grandes embaixadores do país, dado a presença regular em Campeonatos do Mundo e em Jogos Olímpicos, mercê do domínio que exerce nas principais provas continentais, tanto ao nível de selecções como de clubes.
Angola foi a Brazzaville como o principal alvo a abater, era normal que assim fosse. O estatuto que ostenta neste momento, a forma como espalha o perfume do seu andebol, são elementos que motivam outras equipas que nos confrontos com as angolanas querem sempre agigantar-se, como foi o caso da selecção finalista vencida, a do Senegal, que em alguns momentos do jogo com Angola, certamente que sonhou com algo mais do que a obtenção do visto para o Mundial, que no caso era a conquista do título.
Porém, sem veleidades, as Pérolas mostraram que mandam em África, com todo o mérito, uma hegemonia que deve perdurar por largos anos, tais, são os investimentos que são feitos.
Angola chegou ao 13º título da sua história, com a certeza de que apenas colhe os frutos das sementes lançadas à terra, no período pós-independência. De geração em geração o andebol feminino manteve a mesma cadência.
A consagração em Brazzaville aparece como o grande presente de Natal, dado pelas nossas Pérolas aos angolanos que continuam a acreditar no seu talento e potencialidade.Obrigado, guerreiras!

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