Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Boas conversas

08 de Dezembro, 2014
A Federação Angolana de Futebol e os clubes sentam-se amanhã, à mesma mesa, para juntos delinearem aquilo que deve ser a próxima época futebolística, concretamente no que diz respeito à programação do Girabola.

Um encontro que nada tem de anormal e que deve ser sempre regular. Alguns clubes têm contestado a programação da FAF para a principal prova nacional de futebol, particularmente em períodos em que a Selecção Nacional tem de honrar os seus compromissos, o que tem originado longas paragens do Girabola.

Os clubes socorrem-se do facto de terem, também, a sua programação que tem sido constantemente alterada em função do calendário dos Palancas Negras, com os transtornos daí decorrentes, enquanto o órgão reitor tem como defesa o facto de primeiro estarem os compromissos da Selecção Nacional na defesa das cores do país nas diversas competições internacionais sob a égide da CAF e da FIFA.

Na conversa de amanhã, dirigentes federativos e dos clubes podem encontrar a sintonia certa na salvaguarda dos seus interesses. Longe de surgirem como meros participantes, os elementos indicados pelos clubes para representar os seus interesses devem munir-se das ferramentas necessárias para auxiliarem o órgão reitor na busca dos melhores caminhos para a feitura de uma programação que satisfaça a todos.

Federação e clubes são parceiros e todos devem estar engajados na busca de um futebol sempre mais atractivos e organizado, que leve cada vez mais adeptos aos estádios, porque quem paga quer sempre ver espectáculo de qualidade.

Infelizmente, nem sempre tem sido assim. Muitas vezes os espectadores sentem-se defraudados pela má qualidade do futebol que assistem, e neste capítulo temos de convir que longas paragens no campeonato quebram sempre o ritmo das equipas e alteram por completo o programa que os treinadores fazem para manter as suas equipas com o mesmo ritmo competitivo.

Encontros entre dirigentes federativos e dos clubes, que não são frequentes, constituem, pois, uma grande oportunidade para se esclarecerem equívocos e se evitar erros com que temos vivido todos os anos.

Ao chamar os clubes para uma conversa salutar, a Federação mostra que não é dona absoluta da verdade, e cada um tem as suas responsabilidades na resolução dos problemas do futebol. Resta agora esperar que haja consensos e que as decisões que saírem deste encontro ajudem a resolver algumas questões que mancham de forma negativa o desenvolvimento do nosso futebol.

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