Jornal dos Desportos

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Opinio

Boas novas

11 de Agosto, 2018
São boas e animadoras as notícias que nos chegam de Portugal, sobre os índices evolutivos de Gelson Dala, emprestado pelo Sporting ao Rio Ave. Ao que tudo indica, a Liga que ontem teve início, pode abrir uma porta de oportunidade de o jogador angolano explodir e mostrar o seu real valor, que há duas épocas iludiu o clube de Alvalade.
Afinal só consegue mostrar capacidade quem trabalha. Na vertente desportiva, só quem joga consegue ser avaliado, sendo verdade que, em todos ofícios, muitos são aqueles que não conseguem triunfar, tão só porque não lhes foi concedida oportunidade de mostrarem aquilo que valem na realidade. Por isso, existem os que singraram a partir da primeira oportunidade que tiveram.
Portanto, vestir a camisola de um clube de renome internacional, eleva o ego e todos anseiam. Mas deve ser vesti-la e entrar em campo. Quando é para exibi-la no banco de suplentes é nada, para não dizer que representa uma sentença para o fracasso de uma carreira, que até pode ter tudo para dar certo.
As duas épocas de Gelson Dala no Sporting foram quase em vão. O jogador teve poucas oportunidades, e logo pouco ou nada podia revelar do seu potencial futebolístico. À saída para o Rio Ave é o melhor que podia acontecer. Pelo menos na pré-época não decepcionou. Esteve em grande plano, sendo uma unidade com que se pode contar no plantel principal.
Oxalá, ao longo do campeonato tenha um desempenho ao nível daquilo que dele se espera. Afinal é isto, que poderá determinar o seu futuro no futebol profissional, sendo, por aquilo que vier a fazer, que poderá influenciar futuramente a cobiça de outras equipas, sejam elas do campeonato português ou de um outro qualquer pelo mundo.
Aliás, não vai para muito tempo, debitamos, aqui mesmo neste espaço, algumas linhas desencorajando os nossos jogadores, que se mudam para outros campeonatos, à preferência por emblemas grandes, onde, à partida, se está condenado ao banco de suplentes.
A regra, é mesmo começar, não digamos já por equipas pequenas, mas por aquelas de nível mediano, e depois ir progredindo de forma gradativa até à conquista de outros patamares. Por este caminho passaram muitos dos que se encontram hoje ao serviço de grandes emblemas. Claro que excepções existem, como de jogadores de formação caseira, à exemplo de Messi, no Barcelona.
Portanto, nova oportunidade se abre para um dos mais promissores jogadores angolanos da nova vaga. A sorte que o acompanhe.

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