Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Boas perspectivas

17 de Março, 2014
O II Encontro Nacional de Basquetebol que reuniu a família da bola ao cesto acabou por ser um bom exercício porquanto os participantes puderam aflorar em profundidade os aspectos que mais têm emperrado o desenvolvimento da modalidade e apontar saída para a melhoria do basquetebol internamente.

Pelo número de títulos conquistados em campeonatos africanos, Angola tem grandes responsabilidades no contexto continental e deve ser um modelo a ser seguido, porque a hegemonia longe de ser obra do acaso é, ao invés, fruto de trabalho e perseverança, tanto no capítulo desportivo como nas questões organizativas.

Em termos competitivos, a perda temporária da hegemonia para a Tunísia no Africano de Antananarivo, reconquistada depois no campeonato da Costa do Marfim, serviu como um alerta para a direcção que a modalidade estava a seguir, pois, adormecia-se sobre os títulos conquistados.

Angola reconquistou o título continental mas ficou o alerta que é necessário pensar alto, com novas políticas para a obtenção de melhores resultados. O facto de o presidente da Federação Angolana da modalidade ter apontado o dedo para a renovação das Selecções Nacionais, masculina e feminina, visa essencialmente pensar no futuro das selecções.

Renovar não é um processo fácil, principalmente quanto a objectivos a serem alcançados, mas tudo tem de ser feito em função das necessidades do momento. E é evidente que com selecções “envelhecidas” seguramente que será difícil manter essa hegemonia que o país tem neste momento, tanto ao nível das senhoras como dos masculinos.

O alerta de Soares de Campos, antigo árbitro internacional e hoje instrutor da FIBA, quanto à qualidade da nossa arbitragem, não deve ser descurado, dado que com bons árbitros teremos sempre um bom nível da competição interna, hoje por hoje ainda sem o número desejável de equipas praticantes nos diversos escalões e nas duas classes, mas um quadro que pode mudar num futuro próximo, em função até das novas linhas de desenvolvimento que se desenham.

A Federação Angolana de Basquetebol tem projectos ambiciosos, como por exemplo a construção da sua nova sede social que abarcará, também, a edificação de um hotel, além de uma quadra de jogos.

Projectos que se forem avante vão, certamente, dar outra visibilidade ao organismo que além-fronteiras já conseguiu o seu lugar, dadas as performances das nossas Selecções Nacionais.

O controlo das idades adulteradas que colocam em perigo o desenvolvimento do desporto angolano na generalidade foi um dos temas em discussão, sendo que se torna necessário criar mecanismos que contribuam para a sua erradicação.

Definidos os males e apontadas as soluções, resta agora arregaçar as mangas e partir para as empreitadas, sem receio das sinuosidades do caminho.

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