Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Bons indicadores

22 de Janeiro, 2018
Nos dois jogos já disputou a contar para o CHAN que decorre no reino de Marrocos, a Selecção Nacional de futebol deixou boas impressões, mostra um relativo crescimento do ponto de vista competitivo, se comparado com as exibições antes da “era” Beto Bianchi e que o novo seleccionador Srdjan Vasilvejic está a dar continuidade, até aqui com bons indicadores.
Apesar do pouco tempo de trabalho com os jogadores, o novo técnico dos Palancas Negras parece dar conta do recado e a desenvolver um bom trabalho. Os sinais foram visíveis nos jogos com o Burkina Faso e com os Camarões, que contaram para a primeira e segunda jornadas do grupo D, com palco na cidade de Agadir.
Pode dar-se o caso de ser demasiado cedo para “lançar foguetes”, como se diz na gíria, afinal, foram só dois jogos. Para as primeiras amostras, não pode dizer-se o contrário, ou seja, pensamos que não há nenhum exagero dizer que a Selecção Nacional está no bom caminho.
Tanto no desafio com os Cavalos (Burkina Faso) como na partida com os Leões Indomáveis (Camarões), os Palancas Negras deram a ver um bom jogo de futebol: bola jogada rente à relva, sincronia entre os três sectores, marcações e desmarcações bem feitas, comunicação funcional durante o desenrolar do jogo, boa frescura física entre outros elementos, foram detalhes que deixaram escapar e que impressionaram quem os viu jogar.
A continuar assim, ou seja, a este nível, e pelo que as outras selecções estão a mostrar, talvez Angola possa causar alguma surpresa e passar da fasquia que definiu inicialmente, que é chegar pelo menos aos quartos de final.
Sonhar não é proibido, o ideal é fazê-lo com os olhos abertos e com os pés assentes no chão, para se evitarem desilusões desnecessárias, sob pena de abortar prematuramente o projecto que se pensa de médio ou longo prazos, com a renovação da selecção e melhoria dos níveis competitivos e exibicionais. Diz-se que só tem desilusão, quem cria ilusão.
Socorrendo-nos do slogan da governação no país, por agora, o objectivo deve continuar a ser “melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, de modos a resgatar o prestígio que os Palancas Negras já conquistaram em determinado momento em África, e particularmente nesta competição (CHAN), em que já foram vice -campeões em 2011 quando disputaram a final com as Águias de Cartago (Tunísia).
De olhos nos quartos de final, Angola tem à sua mercê, tudo para atingir o objectivo, pois, depende única e exclusivamente de si. Deve, portanto, manter ou melhorar ainda mais o desempenho, respeitar sempre os adversários e entrar em campo para disputar com eles os jogos “mano a mano”, ou seja, de igual para igual, sempre com humildade, sem necessidade de reverenciar quem quer que seja.

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