Jornal dos Desportos

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Opinio

Bons indicativos

07 de Novembro, 2016
A ascensão da formação do 1º de Agosto ao topo do futebol nacional com a conquista do título do Girabola, quebrando um jejum de nove anos, e o facto de outros emblemas como o Recreativo do Libolo, campeão destronado, e do Petro de Luanda, terem dado luta até á recta final do campeonato, indicia que no próximo ano podermos ter, de novo, um campeonato a valer pelo grau de competitividade, até porque outras equipas vão pretender, seguramente, também entrar a corrida.

Desde há muito que o campeonato nacional não registava um nível de competitividade tão elevado, e isso prova a evolução dos nossos jogadores, ao mesmo tempo que os clubes, aqueles que anualmente se perfilam como fortes candidatos, investem em infra-estruturas e na formação. O 1º de Agosto é caso a seguir como campeão, porquanto possui uma estrutura de formação bastante sólida, a exemplo da Academia de Futebol de Angola e do Petro de Luanda.

A formação militar é a que mais jogadores deu à Selecção Nacional na última campanha dos Palancas Negras e foi a equipa que teve os jogadores mais valiosos do campeonato, casos de Gelson, de malas aviadas para o Sporting de Portugal, após ter sido o melhor marcador da competição doméstica, e ainda Ary Papel.

O Petro de Luanda perdeu o título mas ganhou uma equipa para o próximo ano, em que por direito próximo vai ocupar um lugar de destaque na carruagem dos candidatos ao título, dado que a ponta final da equipa deu para ver que houve trabalho no Catetão, com jogadores com uma nova mentalidade competitiva, como foi o caso de Job que apareceu a jogar mais para o conjunto.

O Recreativo do Libolo, como campeão destronado vai voltar a figurar entre as grandes favoritos. O gosto de ser campeão já deu, decerto ao conjunto as luzes para seguirem o caminho certo para a reconquista do título que deixaram escapar para o 1º de Agosto.

O conjunto de Calulo terá mesmo começado a preparar a próxima temporada quando viu o título a fugir-lhe por entre os dedos. As grandes vitórias são preparadas com antecedência, e prevendo-se um nível competitivo de novo elevado na próxima edição do campeonato, é salutar que as equipas joguem com antecedência.

Outras formações como o Kabuscorp do Palanca e o Interclube terão certamente uma palavra a dizer, após tirarem as devidas ilações de uma época em deixaram muito a desejar, com a formação do Palanca, particularmente, a viver uma gritante crise de resultados, em função, também, da troca de treinadores que se verificou na equipa, e que contribuiu para o seu insucesso.

Das equipas que até ao cerrar de cortinas lutaram para evitar a descida de divisão, como o ASA e a Académica do Lobito, espera-se que saibam tirar os devidos ensinamentos e que tenham o discernimento necessário para encontrar a estabilidade o mais cedo possível para não terem que viver as mesmas situações embaraçosas no próximo Girabola.

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