Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Bons indicativos

21 de Agosto, 2017
A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol está em Bamako, capital do Mali, onde disputa o Afrobasket com dois títulos continentais no seu historial, o que não deixa de ser um bom cartão de visita, mais a mais quando compete com outras selecções com bons pergaminhos, e que almejam fazer história, tal como as angolanas, com a conquista do troféu em disputa.

Vê-se, pois, que os desafios para a equipa nacional são enormes, ademais a jogar fora de casa, com algumas adversidades à mistura, como foi a falta de condições colocadas inicialmente ao \"sete\" nacional, num hotel de baixo nível, de acordo com relatos chegados da capital maliana.

Essa seria uma forma de baixar desde logo o moral das angolanas, pois não deixam de ser fortes candidatas ao título. Angola está no grupo do Mali, um adversário desde já incómodo para as anfitriãs que querem fazer ao seu estatuto, tirando o maior proveito do facto de serem as donas da casa.

Contudo, e revelando um bom encaixe de golpes, as angolanas longe de esmorecerem mostraram que não se deixam abater facilmente, e a melhor resposta que poderiam dar foi a entrada fulgurante na prova, com duas soberbas vitórias consecutivas, uma das quais diante da selecção da casa.

Ao de cimo, vem, pois, a boa preparação que a equipa teve, tanto em casa como no estágio no estrangeiro. As boas vitórias são sempre precedidas de muito trabalho, e o \"sete\" nacional apenas tira benefícios da preparação antecipada e bem planeada para esta competição, mesmo com alguns espinhos no caminho.

Angola já tem experiência nessas lides, e os dois títulos africanos conquistados são bem o testemunho disso. Duas conquistas fora de casa, uma das quais nesse mesmo palco, em Bamako, num ambiente sempre hostil. Significa, pois, que a equipa nacional está habituada a competir em ambientes adversos.

É certo que não há competições iguais, mas as vitórias iniciais constituírem um grande estímulo para as comandadas de Jaime Covilhã que, ainda assim, comedido, prefere não entrar em grandes euforias nesta fase, dado que a selecção nacional é, seguramente, um alvo a abater.

O facto deste Afrobasket possibilitar ao acesso directo à fase final do Campeonato do Mundo é um incentivo que motiva as selecções mais cotadas, entre as quais se enquadra o \"sete\" nacional. O caminho para o título é longo, mas a selecção acredita que tem potencialidades para lá chegar.

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