Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Bravos e as Afrotaas

07 de Novembro, 2015
Não é simpática a situação do Bravos do Maquis. A equipa do Leste, depois de despromovida do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, reuniu esforços para salvar a época e conseguiu arrebatar a Taça de Angola, tendo superado na final, o Sagrada Esperança da Lunda Norte. Foi uma conquista vivamente saudada, ao ponto da equipa ter sido recebida em festa, em apoteose, no regresso a Luena.

Com a conquista da Taça de Angola, o Bravos do Maquis obteve o passe de participação, em 2016, nas competições africanas de clubes, como o segundo representante do país, depois do Recreativo do Libolo, campeão nacional. Porém, ao que parece, esse passo está condicionado, já que a direcção do clube alega falta de disponibilidade financeira para o efeito.

Na verdade, é doloroso quando equipas ficam penduradas, depois de todo um esforço hercúleo de modos a merecer o passe. Nestas condições, o que ocorre, em regra, é o vencedor dar oportunidade ao vencido, na final, caso este esteja melhor organizado, melhor preparado financeiramente. E o Bravos do Maquis acha-se nesta situação, já que precisa que se defina agora, dado o prazo limite para as inscrições na Confederação Africana de Futebol.
A acontecer, a ausência será constrangedora para a sua massa associativa, porque os adeptos esperam ver a sua equipa, a sua província representada numa competição da CAF, não fosse esse factor bastante útil no prestígio do clube e na promoção do nome e imagem da província no panorama futebolístico africano. Por aí, pensamos que a direcção do clube não deve ficar de braços cruzados. Certamente que as demarches devem estar a ser feitas para que a situação seja acautelada.

Aliás, sabe-se que ontem, o governo da província e direcção do clube devem ter sentado à volta da mesma mesa, para em conjunto encontrarem alguma solução para o caso. Até à altura do fecho desta edição, nada tinha transpirado quanto ao referido encontro. Mas há informações, de haver da parte do governo provincial, um envolvimento para encontrar uma saída para o caso.

Oxalá haja resultados positivos, para que a equipa possa respirar de alívio, e mais do que isso, veja o esforço despendido nesta conquista, compensado. Ao governo provincial, também interessa que a equipa esteja presente nas Afrotaças, devido aos benefícios que podem advir ou proporcionar para a província. Em Angola, poucas são as províncias que se orgulham de terem equipas que tenham participado em provas africanas, daí uma oportunidade a não desperdiçar.

Para lá disso, a própria equipa tem ambições competitivas. Promete por exemplo, em caso de participação, lutar para chegar à fase de grupos, que a acontecer seria um caso "suis generis", se tivermos em conta que nunca uma equipa do escalão secundário se atreveu chegar até aí, porque o Bravos do Máquis, por sim ou por não, será uma equipa do escalão inferior a representar o país nas Afrotaças.

Pensamos que ainda há tempo para se dar a volta à situação, para no próximo ano termos o nome do Moxico, uma província com peso na história da pacificação do nosso país, a fazer eco pelo continente africano a reboque do futebol e do Bravos do Maquis.

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