Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Brilhante Libolo!...

21 de Dezembro, 2014
O combinado angolano foi o que mais fez para merecer a coroação. É evidente que mesmo na condição de campeão angolano em título, foi obrigado a experimentar um conjunto de vicissitudes. Mas soube manter a calma e a serenidade que permitiram ultrapassar os escolhos até à consagração.

Apesar da dinâmica que soube imprimir, não será excesso de nossa parte dizer que o torneio não foi fácil. As tantas Norberto Alves compreendeu que havia necessidade de imprimir maior dinâmica para evitar o pior. Em alguns jogos muitos se viram tomados por algum pessimismo na sequência do curso das coisas na quadra, tal como foi com o Club Africain nas meias-finais, em que precisou de ir ao prolongamento para a decisão das coisas.

Porém, astuta e batalhadora a turma angolana sempre conseguiu inverter as coisas, fazendo a balança pender a seu favor. De qualquer modo, ficou a sensação de que a modalidade está a crescer nos outros países do continente. Não foi sem razão que o 1º de Agosto ficou pelo caminho, quando no quadro do nosso optimismo augurávamos uma final angolana.

No campeonato que ontem terminou em Tunis foi notório o crescimento do nível técnico das equipas. E a sua maioria apresentou-se com grande preparação, grande organização e maior ambição competitiva. O próprio Libolo não terá nenhuma dificuldade em reconhecer que ganhou o campeonato na sequência de muita luta e determinação.

Isto leva-nos à conclusão de que em alguns países africanos está a ser desenvolvido um sério trabalho de investimento no basquetebol, no sentido elevar os níveis competitivos e daí se almejar posições mais honrosas nos próximos tempos, o que acaba por ser um alerta de que o próximo Afrobasket poderá não ser canja para os candidatos ao título.

Mas, metódico e astuto foi o campeão angolano fazendo gestão perfeita das coisas. Jogo a jogo, vitória a vitória foi consolidando a sua hegemonia, tendo a final de ontem sido decisiva. Mas uma conclusão devemos tirar do campeonato: houve um nível técnico muito elevado. Em suma, as equipas no geral tiveram uma prestação que acabou por valorizar o próprio torneio em si, independentemente as outras selecções estão a investir fortemente e Angola deve tomar cautelas para as próximas edições. Por ora, o que conta é o triunfo, que nos enche a todos de orgulho.

Ao 1º de Agosto outro representante angolano, vai uma palavra de apresso. O ter ficado em sexto lugar, que nunca este nas previsões, não significa que tenha praticado mau basquetebol. Também ele mostrou arte e engenho. O certo é que no desporto às vezes é preciso aliar à perícia também alguma sorte. E a sorte já não depende da eficácia técnica. Em resumo, queremos dizer que à turma militar apenas faltou alguma dose de sorte.

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