Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Bye bye Girabola

06 de Novembro, 2016
Como é evidente deixou em nós recordações de momentos mais assinaláveis no percurso de 30 jornadas, disputadas em diferentes campos do país e em diferentes ambientes climáticos de um país como o nosso, dono de uma enorme superfície territorial.

É lógico que do conjunto destas recordações haverá maior predominância para aquelas que podem ser tipificadas como ruins. Afinal como se já não bastasse a falta de alguma qualidade em muitos jogos a que assistimos, não podemos esconder que vieram à tona também situações menos boas, que ao lugar de dar dignidade à prova acabaram por beliscá-la com alguma gravidade.

Quando os actores directos e indirectos do campeonato se envolvem numa onda de acusações mútuas não é salutar. Cria-se um ambiente que coloca mal o torneio, quando este já conquistou a sua reputação ao longo de 37 edições disputadas em que conheceu várias equipas e consagrou ídolos e ídolos estando alguns destes já fora do activo.

Na verdade, casos como estes desfilaram ao longo da prova, pese embora na maior dos casos sem provas materiais, sendo mero artifício daqueles que, incapazes de vingar nas quatro linhas vislumbram fantasmas onde estes nunca sequer existiram, na desesperada busca de argumentos. Em resumo, anda-se por cá viciado no fabrico de desculpas para cada fracasso.

Esperamos, entretanto, que em 2017 possamos ter um campeonato mais pacífico, em que as acusações disto e daquilo não voltem a marcar presença.

Onde os árbitros venham a ser respeitados como tal, ao invés de lhes conferir o protagonismo negativo mesmo quando não são culpados pelos resultados menos conseguidos pelas equipas.

Para já, independentemente do que se foi dizendo, deve haver a sensatez quanto baste para se reconhecer o mérito do 1º de Agosto. Aliás, quem esteve atento ao desenrolar do campeonato saberá que desde o começo que soube se revelar num verdadeiro candidato ao título., bastando para o efeito notar que em momento algum cedeu a liderança a outra equipa.

O título da turma militar assume em parte o um carácter especial por resultar de um trabalho a longo prazo. A direcção de Carlos Hendrick tratou de mostrar a sua capacidade empreendedora. A forte aposta que fez às suas escolas, num trabalho que levou alguns anos deu finalmente resultado. A equipa não precisou de comprar jogadores caros no estrangeiro, foi a luta com os seus próprios rebentos.

As outras equipas que estiveram na corrida ao título, como Petro de Luanda e Recreativo do Libolo tiveram uma postura que de certa forma concorreu à valorização do campeonato. A elas desejamos sorte para a edição de 2017. Até lá...

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