Jornal dos Desportos

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Opinio

Cair de p

25 de Outubro, 2018
Contra todas às expectativas, o 1º de Agosto não logrou a tão ansiada final da Liga dos Campeões Africanos de futebol. Mas apesar de tudo, concluímos que o campeão angolano caiu de pé. Pois, mostrou garra e estoicismo, arte e engenho e mais do que isso, uma forte capacidade combativa.
Não é menos verdade, que a equipa deixa a competição de cabeça levantada. Afinal, mostrou à África futebolística de que é capaz, e detentora de um futebol à altura de fazer face a qualquer equipa de topo, no futebol continental. Desde a fase inicial, convenceu os mais atentos observadores, que tinha arcabouço suficiente para ir mais além.
A sua presença na final esteve à vista, não surgisse no seu percurso um árbitro tendencioso, daqueles que não prestigiam o futebol, pela conduta e postura repreensíveis, como as do senhor Janny Sikazwe, que acabou por ser a principal figura do jogo, ao ajuizar faltas que só os seus olhos enxergavam, acabou por protagonizar um carnaval, que não lembra ao diabo.
O árbitro zambiano, diga-se, em abono da verdade, saiu mal na fotografia, envergonhou o futebol africano, uma acção de todo fabricada, por ter alguma craveira reconhecida, não é sem razão que constou na lista de juízes seleccionados e que apitaram no último Campeonato do Mundo que se disputou este ano na Rússia.
Por cá, aguarda-se com alguma ansiedade, pelo resultado do relatório a ser apresentado à Confederação Africana de Futebol, pelo comissário ao jogo, e daí, ver que medidas disciplinares podem ser tomadas. Entretanto, desde já, uma coisa é certa: não há-de haver nada, porque situações piores ocorreram em ocasiões anteriores. A culpa sempre morreu solteira.
De resto, esta é uma patologia de que padece, há muito, o futebol africano. Violentos golpes sempre foram desferidos à verdade desportiva, resultando isto na consagração de campeões sem mérito. O Esperance de Tunis, que é uma referência na praça continental, não se arrogue de ser superior ao 1º de Agosto.
Seja como for, Angola agradece ao seu campeão, ao seu representante, pelo desempenho evidenciado. Valorizou o futebol nacional. Afinal, com a posição alcançada, houve ganhos fabulosos, em 2019 o país passa a ter mais do que dois representantes nas competições de clubes. Acabamos por entrar no G-12.
Claro está, que a presença na final tinha, naturalmente, outro gozo. Mas a presença nas meias-finais também não deixa de ser gratificante. O resto, é não cair em desânimo, trabalhar para amanhã, na esperança de que o que não foi alcançado desta vez, possa vir a ser futuramente possível. Entretanto, que não volte a aparecer no caminho um outro Janny Sikazwe.

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