Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Calendrio apertado

10 de Abril, 2015
Os Palancas Negras foram à primeira vista bafejados pela sorte, no sorteio das eliminatórias de acesso à fase final do CAN/2017, a disputar-se no Gabão. As selecções da RDC, Madagáscar e República Centro Africana são as que o sorteio colocou como opositoras dos Palancas Negras, que vão procurar redimir-se da ausência na anterior edição, para voltar a disputar a prova de elite do futebol continental.

O sorteio que foi realizado no Cairo, teve algumas inovações, como o desaparecimento dos jogos preliminares. Selecções que nunca disputaram as eliminatórias, como por exemplo as Comores, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Sudão do Sul, só para citar estas, vão ter a oportunidade de ombrear de igual com outras selecções, à priori mais cotadas.

A inovação introduzida pela CAF vai conferir às eliminatórias outro nível emocional e competitivo, para além de transmitir uma evolução do futebol continental. Face a essa inovação, em que todas as selecções africanas têm a possibilidade de jogar entre si sem separações, só o primeiro classificado de cada grupo tem presença garantida na fase final.

Quer isso dizer, que se Angola pretende voltar a disputar a fase final de um Campeonato Africano das Nações, vai ter de vencer o grupo em que está inserido. Uma tarefa ingrata, difícil mesmo, mas não impossível. Tem mais, mas é uma alternativa, tornar-se o melhor segundo classificado.

Fazendo uma análise aos adversários com quem vai jogar no seu grupo, a RDC surge como a mais temível. Uma RDC que ficou com a medalha de bronze na última edição do CAN, disputado na Guiné Equatorial, o que equivale dizer que é um adversário a ter em boa conta.

O calendário apresenta-se favorável, já que vamos ter dois jogos em casa. A começar, diante da República Centro Africana, no fecho frente a RDC. Na segunda jornada vamos defrontar o Madagáscar, em Antananarivo. O número de pontos que angariarmos nesta primeira volta pode vir a ser determinante.
Dado que as eliminatórias ao CAN/2017, coincidem com às referentes ao CHAN e, possivelmente, com o acesso ao Campeonato do Mundo de 2018 a ser disputado na Rússia, podemos dizer que a tarefa não se afigura nada fácil ao combinado nacional.

A imagem do nosso futebol não é das melhores neste momento. O afastamento dos representantes nacionais nas Afrotaças, adicionado às prestações menos conseguidas das várias selecções nacionais nas mais distintas provas continentais, são o testemunho de que retrocedemos.

A vontade de vencer, a determinação, o querer e a humildade têm de ser as divisas dos Palancas Negras. Com todos os ingredientes, estamos convictos de que vamos ser capazes de ultrapassar as vicissitudes e carimbar o passaporte para o Gabão/2016.

Há toda a necessidade de darmos a volta por cima. Urge proceder ao melhoramento do processo organizacional, na estrutura directiva do nosso futebol, para iminente implementação. A possibilidade de Angola voltar a disputar a fase final de um CAN passa por uma organização capaz e funcional.

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