Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Caminho do Qunia

19 de Agosto, 2017
As duas selecções vêm de empate nulo no jogo de domingo, em Antananarivo. Por esta lógica, depositaram total confiança nos 90 minutos de logo mais, e acreditam nas suas capacidades de alimentar o sonho de qualificação. O jogo é aguardado com enorme expectativa, e promete desde já, luta até ao limite.

Beto Bianchi e pupilos não descansaram ao longo da semana. Mal chegaram a Luanda, entraram em campo, na preparação do duelo desta tarde. A equipa tratou de corrigir debilidades reveladas no jogo anterior, e aperfeiçoar outros aspectos. O objectivo no seio do grupo é jogar para vencer o jogo, e lograr a qualificação ao Quénia.

Entretanto, todos sabem que a missão não vai ser fácil. Exige o redobrar de esforços, a aplicação da maturidade competitiva, e mais do que isso, ser menos perdulário. Estes são elementos fundamentais para se fazer um jogo tranquilo, e sem pressão psicológica. Afinal, o adversário também tem trunfos na manga, e pode dificultar quando muito menos se esperar.

O factor casa, confere à partida, uma larga vantagem ao combinado nacional. Ainda assim, é preciso revelar alguma maturidade e inteligência, capazes de anular as investidas da turma contrária. Portanto, jogar no próprio reduto não é nenhum factor que seja tomado como determinante, como erradamente alguém possa supor.

À luz do que nos deu a ver, tanto na eliminatória com as Ilhas Maurícias, como no jogo de domingo com o Madagáscar, o conjunto denota muitos problemas de finalização. À guisa de exemplo, com as Ilhas Maurícias, no Estádio 11 de Novembro, teve uma mão cheia de ocasiões de golo, e quase todas desperdiçadas à boca da baliza, não por mérito da defesa contrária, mas por incapacidade de finalização dos homens do ataque.

Em Antananarivo, Angola teve mais tempo de posse de bola em relação a Madagáscar, criou mais oportunidades, marcou mais pontapés de canto. De tudo isso, não logrou sequer marcar um golo, que podia ser tomado como meio -caminho andado para a qualificação. Esperamos que tenham feito as correcções necessárias.

Afinal, a pressão neste caso está do lado de Angola, que a jogar em casa não deve fracassar. Porque em termos de objectivos, o Madagáscar pensa da mesma forma. Não é por jogar em terreno alheio, que se dá por perdido. Também acredita na qualificação, porque se tirar o factor casa ,que joga a favor de uma, as duas equipas partem para os derradeiros 90 minutos em igualdade de circunstâncias.

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