Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Campanha acirrada

29 de Janeiro, 2017
Com a retomada da campanha eleitoral para as eleições na Federação Angolana de Basquetebol que vão determinar a renovação dos seus órgãos sociais com os dois concorrentes na corrida, Helder Cruz e Paulo Madeira, duas figuras que já fizeram parte do elenco anterior, o processo que esteve suspenso volta a trilhar por bons caminhos, sem o risco de conflituosidade a que esteve sujeito.

O bom senso imperou para esse processo, e as duas figuras ligadas ao bola ao cesto encetam, desde ontem, a caça ao voto para junto da população votante esgrimirem os seus argumentos no sentido de no final puderem ser conduzidos ao cadeirão máximo do organismo.

A disputa afigura-se acirrada, porquanto os dois concorrentes são figuras há muito ligadas à modalidade. O líder da lista A, Helder Cruz, esteve ligado à federação através da Mesa da Assembleia-geral, enquanto o rival parte para o pleito eleitoral na qualidade de presidente cessante da direcção do órgão federativo.

Antes da suspensão da campanha eleitoral o presidente cessante encetara já contactos com potenciais eleitores numa digressão por algumas províncias do interior do país, aos quais teve a oportunidade de apresentar os argumentos de razão que sustentam a sua candidatura, ao passo que o rival esteve envolvido em correrias administrativas após a sua lista ter sido inicialmente preterida por supostas irregularidades, o que em certo sentido pode dar ao primeiro uma certa vantagem.

Contudo, e se atendermos ao facto de durante a campanha os dois candidatos terem a mesma possibilidade de em todos os círculos onde houver eleitores de apresentarem junto destes os respectivos programas, é evidente que a lista A pode até ao dia 16 de Fevereiro, altura em que termina oficialmente a campanha eleitoral, trabalhar com objectivos concretos, para garantir os votos necessários para a sua eleição.

O basquetebol é, depois do futebol, a segunda modalidade mais mediática no país, daí a apreensão que gerou com o momento menos bom que o desporto viveu, provocadas por situações "imprevistas" neste processo eleitoral.

A Selecção Nacional sénior masculina tem previsto este ano a sua participação no Campeonato Africano em que espera resgatar o título perdido na edição anterior para a Nigéria, e todos preparativos para participação com êxito devem ser salvaguardados com um clima ameno no modalidade, e com órgãos funcionáveis, dentro da federação, capazes de garantir as melhores condições de preparação para a equipa nacional, numa altura em que a crise financeira limita recursos que poderiam estar ao dispor das nossas diversas selecções nacionais.

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