Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Campeo vista

13 de Setembro, 2013
O Kabuscorp do Palanca está às portas de conquistar o seu primeiro título nacional. Os 12 pontos de diferença que o separam do segundo classificado, no caso o 1º de Agosto, levam o clube a antecipar a festa da consagração, encomendando, inclusive, faixas de campeão.

Certamente que, no início da temporada, poucos acreditavam que a equipa do Palanca fosse capaz de, hoje, estar confortavelmente sentada na cadeira da liderança. Não que a equipa não tivesse capacidade para tal, mas porque as apostas recaiam nos crónicos candidatos, nomeadamente o Petro de Luanda, o mais titulado da história do futebol nacional, e o 1º de Agosto.

Incluímos igualmente o Recreativo do Libolo, que, nas duas últimas épocas, teve o “atrevimento” de levar para Calulo os dois últimos títulos, assim como o Interclube, que em 2007 e 2010 sagrou-se campeão nacional. A verdade é que o Kabuscorp contrariou todas as expectativas e hoje tem tudo para inscrever, pela primeira vez, o seu nome na lista das equipas que já venceram o Girabola. A estrela de campeão tem acompanhado a equipa, que ainda não conheceu o sabor amargo da derrota. E já foram disputadas 22 jornadas. Um feito digno de realce.

A temporada está, definitivamente, a correr de feição à equipa do Palanca. Depois de um início algo tremido, os palanquinos arrancaram para exibições seguras, os reforços mostraram credenciais e os resultados apareceram.

O feito alcançado até ao momento pelo Kabuscorp fica a dever-se, essencialmente, à filosofia competitiva incutida por Edouard Antranik, que Bento Kangamba foi desencantar na Bulgária e aos seus jogadores. Uma filosofia assente em duas palavras: disponibilidade total, quer a nível físico quer mental. Para o encerrar das cortinas do campeonato estão ainda em jogo 21 pontos, o mesmo

que sete jornadas. Neste espaço de tempo, a equipa do Palanca pode perfeitamente perder pontos. Não seria nada de alarmante numa prova com as características do Girabola. Contudo, não cremos que os seus mais directos perseguidores (1º de Agosto e Bravos do Maquis) tenham argumentos para o desalojar da liderança. Também porque podem igualmente perder pontos.

Em 2011, o Kabuscorp tinha tudo para festejar o seu primeiro título. Contrariando todas as expectativas, o título acabou por ir para Calulo. Reconheço que errar é humano, mas persistir no erro é burrice. E pelos vistos, a equipa do Palanca aprendeu com os erros do passado, daí que hoje esteja bem acomodado no cadeirão da liderança. No próximo fim-de-semana teremos o aliciante Kabuscorp-1º de Agosto.

Um jogo que pode decidir de uma vez por todas a questão do título. Uma possível vitória do 1º de Agosto não tiraria a liderança ao Kabuscorp nem a hipótese do título ir para o Palanca. Servia apenas para alegrar os adeptos do clube militar. Nada mais do que isso, porque para o 1º de Agosto o título já era.

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