Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Campeo vista

24 de Outubro, 2014
Depois de ter permitido ao campeão reduzir uma vantagem de oito pontos para quatro, a situação no topo deu sinais de que podemos ter campeonato até à última jornada, face ao desempenho do líder nas jornadas anteriores à 27ª, em que somou dois empates consecutivos, e a recuperação do campeão nacional que só somava vitórias, tendo inclusive diminuído para um ponto a diferença entre ambos.

Embora esteja tudo em aberto no título, os pupilos de Miller Gomes continuam a depender de si para fazer a equipa chegar ao terceiro título. E se tudo correr de feição, amanhã mesmo o Libolo pode afastar de vez a pressão que lhe é exercida pelo Kabuscorp do Palanca.

À equipa do Cuanza Sul basta uma vitória sobre o ASA e esperar que o seu concorrente perca na deslocação ao Lubango, onde vai defrontar o Benfica local.

De contrário, o Recreativo do Libolo tem de aguentar a pressão provavelmente até a última ronda. Nesta altura, precisa de apenas cinco dos nove pontos em disputa, caso as duas equipas vençam na 28ª jornada. Neste hipótese, os libolenses precisam só de mais dois empates, ainda que os palanquinos vençam depois os seus últimos jogos. Ambos terminariam o campeonato empatados a 67 pontos mas nas partidas entre si a equipa de Miller Gomes soma vantagem.

O campeão em título não quer atirar a toalha ao tapete enquanto a sua calculadora continuar a permitir fazer contas de somar. Depois de ter conseguido encurtar a desvantagem para quatro pontos, acredita que tudo pode acontecer apesar de depender de terceiro.

Com a motivação em alta e atendendo ao alto grau de imprevisibilidade do futebol, só quando não houver mais possibilidades há conformação na equipa do bairro Palanca. O presidente do clube, Bento Kangamba, é o primeiro a manter viva a esperança, o que contagia toda a família palanquina.

Mas do lado contrário, o cenário não é diferente, sendo de maior optimismo pelo facto de as coisas dependerem única e exclusivamente de si. Não obstante o calendário complexo, o que se pode observar é que para o Libolo o título é uma realidade indiscutível, é quase já uma verdade acrítica.

De resto, esperamos para ver se se confirma ou não o terceiro título para esta equipa, depois de ter sido já campeão nacional em duas outras ocasiões nos anos de 2011 e 2012.

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