Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Campeo vai trpego

19 de Junho, 2014
Talvez ainda seja cedo para se tirar qualquer ilação do que está a acontecer com o campeão nacional. O Kabuscorp do Palanca que, na última edição foi “senhor” do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, está a fazer uma prova muito longe daquilo que se previu.

Quer se queira quer não, o saldo não é satisfatório e começa a suscitar já algumas inquietações, sobretudo quando se sabe que na presente temporada a equipa terá feito a compra mais cara para o reforço do respectivo plantel. Sabe-se que Kangamba é um homem de mãos largas quando se trata da necessidade de potenciar a sua equipa.

Em 2012 foi Rivaldo a fazer as delícias da massa associativa do principal emblema do Palanca, em 2012 foi Meyong, que tem sido, em abono da verdade, o "abono da família". E para a presente época foi Tresór Mputo. Não estamos por dentro das contas do clube, mas o que se diz à boca pequena é que este último foi o que mais caro terá custado aos cofres do clube.

O início de época sobrecarregado face à participação nas competições africanas ter-se-á reflectido negativamente no rendimento normal do campeão nacional. Contrariamente à edição passada, em que foi um verdadeiro ciclone, "varrendo" todos os adversários que se lhe cruzaram no caminho, agora a meio da primeira volta já vai com três derrotas.

Em 45 pontos possíveis, o Kabuscorp amealhou apenas 30, estando a nove pontos do líder do campeonato, o Recreativo do Libolo, a quem por sinal destronou no campeonato passado. A diferença pontual, embora parecendo pouca em função das jornadas ainda por disputar, não deixa de ser preocupante.

O que coloca o campeão em evidência pela negativa é o facto de conciliar bons e maus resultados. As três derrotas e igual número de empates que tem nas suas contas desarticularam a sua balança. Certo que quando entrar para o segundo turno da prova, sem mais Afrotaças de permeio, pode sacudir os fantasmas de maus resultados, acertar o passo e quiçá embalar.

Inconformados com uma posição classificativa um pouco aquém daquilo que são as suas ambições, Antranik e pupilos têm de olhar o futuro com mais optimismo, até porque continuam a ter a solidariedade da direcção do clube. O presidente, que não se conforma com o mau desempenho, vai certamente ajudar a encontrar uma saída para a crise.

De resto, nada está perdido. É apenas uma questão de rever alguns aspectos que têm limitado a equipa na feitura daquilo que em 2013 soube fazer com perfeição. Até porque em termos de unidades individuais e capazes, a equipa não está em falta. Certa vez disse o presidente que uma equipa que tem Doutor Lami, Daniel Mpelempele, Tresór e Meyong está talhada e vocacionada para fazer maravilhas no futebol.

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