Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Campees africanos

02 de Agosto, 2016
Dá sempre outro gozo quando se regressa de uma competição desportiva de ouro ao peito. No universo do nosso desporto duas disciplinas habituaram-nos assim. O basquetebol e o andebol.

Não pode, pois, haver dúvida que estas sejam as mais medalhadas e aquelas que se têm convertido numa verdadeira fonte de alegria da nossa população desportiva.
As façanhas na bola ao cesto vêm de longe. Remontam do Africano de juniores de 1980, em Maputo, onde Angola deixou um claro aviso de que estava a chegar, ou dito de outro modo, estava à procura de um lugar no mesmo pedestal em que se encontravam as selecções da Costa do Marfim, Senegal, Egipto e de outras potências do continente.

Não levou muito tempo, viria a assenhorar-se do poderio basquetebolístico em África, com a conquista de vários títulos sucessivos, num reinado que a atravessou duas décadas. Entretanto, como os reinados também têm os seus altos e baixos, em 2011 o país perdeu o título africano em Antananarivo a favor da Tunísia, recuperado em 2013 na Costa do Marfim, viria a perde-lo em 2015 em Radés (Tunísia) para a Nigéria.

Se tal tropeço reflecte a regressão do basquetebol angolano ou o acrescimento dos outros países, como consequência de um maior investimento, ninguém se deu ao trabalho de fazer este diagnóstico. O que é certo é que muitos recearam o fim do poder basquetebolístico angolano, embora a competição interna seja bastante forte e de um nível reconhecido.

Mas, a vitória em Kigali (Ruanda), da selecção de Sub-18, nos devolve a confiança num amanhã airoso. Ficou demonstrado que há potencial basquetebolístico para manter o extenso rosário de glórias. Claro está que terá de haver um acompanhamento sério e responsável a esta rapaziada, para que o processo de sucessão na equipa nacional seja bem sucedido.

A selecção de Sub-20 mostrou arte e engenho e acima de tudo muita atitude em todos os jogos. Se considerarmos o facto de terem estado na prova selecções das principais potências do basquetebol africano, como são a Nigéria, Costa do Marfim, Tunísia e Egipto, este último campeão destronado, podemos traçar um quadro do que poderá ser competitivamente o basquetebol continental nos próximos anos a nível do escalão superior.

À equipa técnica e aos atletas restam os agradecimento de todos os angolanos, por terem sabido bater-se com galhardia nas quadras, e na sequência da sua bravura e determinação, sabido elevar nas alturas as cores da bandeira nacional. Angola é campeã africano com mérito e justiça, porque revelou-se superior aos adversários que lhe cruzaram o caminho, muitos destes derrotados de forma copiosa.

Assim desta forma, a África continuará, com vontade ou sem ela, a olhar para Angola com os mesmos olhos, com a mesma veneração. Afinal os valentes rapazes de Kigali, mostraram por A+B que somos uma nação do basquetebol. A saga vitoriosa iniciada pela geração de Gustavo da Conceição, José Carlos Guimarães, Jean-Jacques e outros continuará a ter os seus seguidores.

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