Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

CAN espreita

10 de Janeiro, 2015
Hoje os responsáveis do país organizador já podem dizer, com total segurança, que está tudo pronto, esperando-se apenas pelo dia “D”.

Os receios, as dúvidas, as desconfianças que eventualmente possam ter existido sobre a capacidade de resposta às exigências da Confederação Africana de Futebol deram lugar ao optimismo, à confiança e à certeza.

O CAN’2015 está aí, para nos encher daquela alegria festiva que só o desporto é capaz de proporcionar.

Os estádios estão prontos e vistosos, aguardando apenas pelos “artistas da bola” e pelo público vibrante, para se converterem naquilo para que foram um dia construídos: palcos de espectáculo, golos, assobios, emoções, decepções e algo mais que se associa ao mundo fascinante do futrbol.

Para lá dos estádios, está disponibilizada em cada cidade sede da prova, uma excelente cadeia de hotéis, à altura de atender os mais exigentes.

Circulam também informações segundo as quais várias medidas de segurança sanitária foram tomadas pelo governo da Guiné Equatorial, principalmente nas zonas fronteiriças, para que não haja o mínimo risco de do vírus do ébola atingir os participantes na prova.

Dados de que dispomos indicam igualmente que os bilhetes para os jogos também já estão à disposição dos interessados e aos poucos se vai intensificando a campanha de publicidade e marketing pelo país hóspede.

Do lado competitivo, espera-se uma renhida disputa pelo título, ainda que o torneio fique a perder um pouco do seu impacto em face da ausência de selecções como a Nigéria, por sinal campeão em título, do Egipto e Marrocos.

Do lado de cá, já é sabido que os Palancas Negras não estão presentes no campeonato, depois de cinco presenças consecutivas. O nosso país não foi capaz de fazer melhor que o Gabão e Burkina Faso. O mesmo é dizer que para os angolanos o CAN'2015 não tem o mesmo sentido das edições anteriores.

É certo que a prova vai ver desfilar selecções de nomeada e verdadeiras estrelas africanas, que há muito conquistaram os nossos corações. Ainda assim, convém reconhecer que não é o mesmo que termos lá também os nossos, a nossa Bandeira, a nossa identidade.

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