Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

CAN confirmado

25 de Maio, 2016
Depois de algum suspense sobre a incerteza de realização do Campeonato Africano das Nações de andebol em seniores feminino no país, veio finalmente a confirmação de que a Confederação da modalidade (CAHB) deu o aval para que a prova se dispute em Angola.

A crise económica que atinge o país, decorrente da baixa do preço do barril do petróleo no mercado internacional, colocou algumas reticências quanto ao apoio das autoridades desportivas à competição, mas com algum esforço foi possível garantir o aporte financeiro necessário para que a Federação da modalidade em colaboração com os seus parceiros e patrocinadores dessem continuidade ao projecto.

Agendado para o período de 28 de Novembro a 7 de Dezembro, a maior cimeira do andebol continental volta ao país oito anos depois da realização em solo angolano. Com a confirmação recebida da CAHB, agora sim, começa a contagem regressiva para a festa da maior cimeira do andebol africano no nosso país.

Trata-se de uma grande oportunidade para que a Selecção Nacional resgate o título perdido há dois anos em favor da congénere tunisina. Temos então a chance de fazermos "desforra" em nossa casa, e devolver a coroa às nossas pérolas, que por onze vezes mostraram que são as detentoras e senhoras do andebol africano, com a conquista dos títulos continentais que fazem de Angola a campeã das campeãs em África.

Ultrapassado o problema financeiro, o momento é de trabalho, espera-se que quer o Ministério da Juventude e Desportos como a Federação Angolana de Andebol arregacem as mangas para criarem as condições essenciais, para a realização eficaz da competição, tal qual sucedeu em outras ocasiões que o país se mobilizou, quando teve a mesma responsabilidade.

Em termos competitivos, a Selecção Nacional deu sinal de que pode resgatar o título africano perdido há dois anos, ao vencer no país no ano passado o torneio pré-olímpico de qualificação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a disputar-se em Agosto no Brasil.

As angolanas encaram a competição com a máxima responsabilidade, em virtude de manterem o foco na manutenção da hegemonia, em África. O objectivo não se afigura fácil de ser alcançado, e mesmo a passar por uma fase de renovação e ter no comando novo treinador, no caso Filipe Cruz, acredita-se no potencial do "sete" nacional. Aliás, diz-se que em casa mandamos nós.

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