Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Candidatos ao Girabola

01 de Abril, 2019
A medida punitiva aplicada ao 1º de Agosto, pelo Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol, como decorrência do que se designa inverdade desportiva, no jogo do passado dia 3 de Março, a contar para a 17ª jornada, jogo agendado com o Desportivo da Huíla, acaba por retirar alguma pressão à formação petrolífera, outra candidata ao título, mas que via o fosso pontual em relação ao rival mais acentuado.
Na verdade, se três pontos representam uma grande derrota a quem os perde, também representam uma conquista a quem beneficia. Com a diferença pontual, agora fixada em quatro pontos, e com a vantagem do Petro dispor de dois jogos em atraso, é de se manter a esperança de assistir mais lá para frente, à luta acirrada entre os dois concorrentes.
Afinal, depois da derrota de quarta-feira no Huambo, no jogo com o Recreativo da Caála, as contas pareciam algo atabalhoadas para os tricolores. Com a diferença estabelecida em sete pontos, como estava, mesmo com jogos em atraso, já se estava perante uma situação melindrosa, sobretudo, porque a segunda volta do campeonato tem as suas nuances que se conhece.
Amanhã e na quarta-feira, os dois rivais têm pela frente adversários difíceis, quer um como o outro, não devem dar-se a luxo de conceder facilidades. Aliás, quanto aos militares devem estar em causa a recuperação dos pontos perdidos na secretaria, em relação aos petrolíferos estão em redenção os pontos perdidos na deslocação ao terreno do Recreativo da Caála. O momento não é mais de actos de desperdícios.
Enfim, o Petro precisa é de assumir mais regularidade nos resultados, pois, manifesta-se muito oscilante, situação que o concorrente inteligentemente tira proveito. Vitória ontem, empate hoje e derrota amanhã, não concorrem para uma safra satisfatória a quem se acha numa disputa, com o fim de conquistar o título, pior ainda, quando o outro é certeiro.
Não se pretende dizer que o Petro precisa para alcançar os seus objectivos, de boleias de terceiros, como é o caso do momento. Longe disso. Sabe-se, qual o potencial da equipa. Vimos a recuperação fantástica que encetou na primeira volta, ao ponto de terminar o turno com uma pontuação folgada. E, é capaz de lograr os seus objectivos, sem quaisquer favorecimentos.
O que se pretende, é deixar claro, que com a derrota na Caála, qualquer observador atento estava a ver a disputa pelo título, sem chama, porque um dos rivais imprimia uma alta velocidade para frente, e outro, ia a meio gás, com alguns tropeços de permeio. Este quadro acabava por determinar, jornada menos jornada, um único candidato, limitando-se às outras equipas, à corrida pela segunda posição.


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