Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Candidatos do Girabola

10 de Janeiro, 2017
O que se diz e ouve-se nos bastidores do futebol nacional, nesta pré-época, é bastante animador. Dirigentes de clubes que fazem algum investimento para potenciar as respectivas equipas, não se poupam em declarações na perspectiva do que esperam no plano competitivo a próxima época futebolística. Eles utilizam quase o mesmo discurso, eivado de muito optimismo.

Quando dirigentes de clubes vêm a público prometer época proveitosa, ou a conquista de títulos, acaba por ser salutar porque traduz o que pode vir a ser o campeonato com um bom número de equipas a lutar para o mesmo fim. A falta de competitividade na maior dos casos, resulta do desequilíbrio das equipas em termos de forças, e até mesmo de ambição.

Se Alves Simões promete o título do Girabola para a sua equipa, Bento Kangamba faz o mesmo, só temos de esperar por forte competitividade. Porque, a par do Interclube e do Kabuscorp do Palanca está o 1º de Agosto, campeão em título, o Petro de Luanda, e o Recreativo do Libolo, sem dúvidas o quinteto que há algumas edições animam a competição.

Na edição passada, com excepção do 1º de Agosto e do Recreativo do Libolo, as outras equipas não manifestaram publicamente as suas intenções, embora fizessem uma prova bastante equilibrada e se situassem no bloco do topo. Para o Girabola que se avizinha as coisas podem ser diferentes. Todas as equipas partem para a luta com igual objectivo.

Aliás, depois do 1º de Agosto ultrapassar o degelo, ou se preferir o jejum de títulos, é evidente que as outras que também subiram ao pódio, queiram regressar às glórias, o que é pacífico e aceitável. Desde já, o 1º de Agosto pretende lutar pela revalidação, o Libolo pelo resgate do título que deixou escapar em 2016, o Petro a mais conquistas, porque tem receio de perder o topo do ranking. É este conjunto de factores que promete animar a compita.

Por exemplo, o Interclube sentiu a sensação de ser campeão pela primeira vez em 2007, desapareceu depois de conquistar a edição de 2010. O Kabuscorp arrebatou por uma única vez o troféu em 2013, e apesar da contratações de luxo que faz, não voltou a agradar à sua massa de adeptos. Isto, explica por si só, o desejo que têm as equipas em atacar a disputa pelo título.

Vamos aguardar que a prova inicie, para vermos quem é quem. Desde já, há indicadores das coisas tornar a aquecer de verdade. Afinal, quanto mais candidatos ao título pela prova, só sai a ganhar em termos de disputa, e em termos de qualidade de jogo. Que assim seja...

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