Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cartada decisiva

28 de Agosto, 2013
A vitória expressiva de Angola sobre o Mali nos oitavos-de-final do Afrobasket tem vários méritos, sendo que um deles diz respeito à transmissão de uma onda de optimismo para o jogo de mais logo, diante da também candidata selecção de Marrocos.

Sabe-se que no desporto e em particular no basquetebol, o espírito dos adeptos flutua muitíssimo em função dos resultados. E a “goleada” imposta no jogo passado ao Mali tem, entre outros, a particularidade de desanuviar alguma apreensão em muitos de nós, no Angola-Marrocos, marcado para as 13h30 de hoje. A responsabilidade e a carga emocional associada a cada um dos jogos são diferentes, com certeza. O potencial demonstrado pelos malianos nem sequer é comparável ao dos marroquinos, estes mais fortes e ambiciosos.

O entusiasmo e também alguma apreensão com a Selecção Nacional é visível em todos os angolanos que pelo país, e não só, acompanham o evoluir do torneio. O sentimento colectivo despoletado pela equipa prova de forma clara que todos estão de mãos dadas com ela. Independentemente dos futuros êxitos ou fracassos que venha a obter, em Abidjan, seja ou não pelos motivos menos válidos, o entusiasmo pela entidade chamada Angola vai continuar.

O adversário de mais logo é um sério candidato ao título. Chama-se Marrocos, um competidor do “nosso campeonato” e que tudo vai fazer para tentar vergar o “cinco” nacional. É, digamos, o primeiro grande teste neste campeonato. Depois deste jogo, poderemos ter uma avaliação mais precisa daquilo que pode esperar e fazer neste Africano.

Marrocos, por aquilo que vimos nos jogos anteriores, é uma equipa calculista e bastante pragmática. Os seus jogadores entregam-se com alma à luta na quadra. Há quem caracterize como bastante táctico o sistema de jogo e a postura dos jogadores marroquinos. E é verdade. Além do potencial e do desequilíbrio susceptível de ser provocado por alguns dos seus atletas (o que outros emblemas também possuem), junta-se outra característica: é uma equipa que não facilita. Na partida diante dos argelinos, foi possível confirmar essa atitude da sua parte, que acabou por ser determinante no resultado alcançado.

Mas, entre as duas equipas, Angola tem mais obrigações. Como vice-campeã em título, precisa de andar atrás da coroa que viu escapar no campeonato passado. Agora talvez mais crente com o afastamento, ontem, da Tunísia, seu carrasco na final de Antananarivo.

Angola não pensa fazer, no jogo de logo, um resultado que não seja a vitória. Vai daí a razão de prevermos um verdadeiro duelo entre duas equipas que se conhecem perfeitamente, em face das vezes que se defrontaram em fases finais do campeonato africano. Estamos na expectativa de que tudo corra a contento e se mantenha acesa a esperança de lograr o objectivo traçado.

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