Jornal dos Desportos

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Opinio

Cartada decisiva

10 de Outubro, 2014
Os Palancas Negras estão obrigados a vencer para continuarem a alimentar o sonho de mais uma presença na maior cimeira do futebol continental.

Depois de duas derrotas consecutivas, uma com o Gabão, na estreia, e outra com o Burkina Faso, em casa, só os três pontos interessam a Angola, pelo que esta noite o espírito que invade os pupilos de Romeu Filemon é apenas o de vitória e nada mais. Nem mesmo um empate pode ser considerado um bom resultado na casa do adversário, porque não serve os intentos dos angolanos.

Com algumas contrariedades a marcar este encontro, tal como aconteceu na partida anterior, Romeu Filemon não vai poder contar com os préstimos de Manucho Gonçalves, por ausência injustificada, e de Igor Vetokele, José Vunguidica e Djalma Campos, por lesão.

Desta feita, o seleccionador nacional vai ter de tentar puxar de novo pelos galões e apelar ao talento dos seus jogadores para arrancar a primeira vitória no grupo de modo a procurar equilibrar as coisas na tabela classificatia, onde ocupa o último lugar sem qualquer ponto e sem qualquer golo.

Com um mini-estágio feito na África do Sul, a Selecção Nacional tenta hoje corrigir o mau arranque que teve nesta campanha que a pode levar a marcar presença pela sétima vez na fase final do um CAN.

Matematicamente tudo continua em aberto, mas Angola depende de terceiros para concretizar o seu objectivo. Ou seja, a equipa de todos nós está proibida de perder mais pontos e ainda assim tem de torcer para que quer o Burkina Faso, líder do grupo, quer o Gabão, segundo classificado, percam pontos nos jogos que fizerem daqui para frente.

É nesta condição de dependência que os Palancas Negras jogam hoje a primeira das quatro cartadas, sonhando com a qualificação ao "Marrocos2015". Teoricamente o adversário é o menos "feroz" dos três que fazem parte do grupo. E tendo Angola dois jogos seguidos com este opositor, há uma grande crença entre os apoiantes de que a Selecção Nacional pode começar a encetar a recuperação a partir de agora.

Depois da pálida imagem deixada na última participação, Angola almeja o regresso ao CAN, prova da qual já não falha uma presença desde 2006, no Egipto, competindo com regularidade há cinco edições. Mas para cumprir este desiderato, Angola tem de mudar de postura a partir do jogo desta noite e conseguir uma vitória que vai servir não apenas de motivação para o grupo como o vai alavancar para os restantes desafios.

Os dois jogos já efectuados deixaram indicadores negativos não só pelos maus resultados mas também pelo desempenho deslustrado com o Gabão e com o Burkina Faso. Os angolanos sentem necessidade de alterar o quadro que pintaram e nada melhor do que darem o litro para uma campanha que culmine com mais uma presença no CAN. Sendo assim, no jogo de hoje Angola só tem um objectivo: vencer e vencer. Oxalá os Palancas Negras possam dar esta alegria aos adeptos.

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