Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cartada decisiva

14 de Março, 2015
É, de facto, proveitoso jogar a primeira mão no ambiente do adversário. Contudo, têm de saber aproveitar essa condição e regressarem à casa com um resultado que lhes permitam sonhar com a próxima eliminatória. Aliás, um sonho que passe por não perder ou perder por números mínimos.

Na Liga dos Campeões, o Kabuscorp, o único representante angolano ainda em prova, depois do afastamento prematuro do Recreativo do Libolo, está desde ontem em Cartum, logo à noite defronta o Al Merreick, na cidade de Ondurman.

Não temos dúvidas em afirmar, que a equipa angolana, vai encontrar em Ondurman um ambiente pesado, diante de uma equipa que é o cartão de visita da cidade. Aliás, o técnico da equipa do Palanca tem noção desta realidade.

“Sabemos que a partida é à noite e que o clima no Sudão é muito mais quente. Por outro lado, vamos jogar num Estádio com capacidade para 45 mil pessoas a apoiarem a equipa da casa. Vai ser um jogo muito difícil num ambiente que se prevê hostil”, afirmou Ljubomir Ristovsk, horas antes da equipa rumar para Cartum.

O Estádio onde o Kabuscorp vai jogar não é novidade para os angolanos. Foi nesse mesmo Estádio em que os Palancas Negras, na altura dirigidos por Lito Vidigal, deixaram pelo caminho o Sudão nas meias-finais do CHAN de 2011. Pode ser que o talismã pode jogar a favor da equipa angolana.

Mas a vida da equipa do Palanca não vai ser nada fácil. Cerca de 45 mil pessoas aue vão estar a lotar o Estádio de Ondurman podem criar um ambiente pesado, de alta tensão. Um clima que os jogadores vão ter de saber contornar para não comprometer o desfecho da eliminatória.

Para a Taça da Confederação, o Benfica de Luanda, tem pela frente um adversário com tradição no Continente, trata-se do Étoile Sportive do Sahel, da Tunísia. É um adversário que vai criar muitos problemas à equipa encarnada.

Jogar em Túnis nunca foi tarefa fácil para as equipa angolanas e o Benfica não vai ser diferente, apesar do técnico Zeca Amaral dizer que pretende travar os tunisinos no seu próprio reduto. Da teoria à prática, há uma diferença.

Para a mesma competição, o Petro joga também esta tarde, mas diante do Royal Leopards, na Swazilândia. Das três equipas em acção, hoje, a do Petro é a que tem pela frente o adversário mais acessível. Um opositor, conhecido, a quem afastou há seis anos na Liga dos Campeões. Não há vencedores nem derrotados antecipados. Esperemos que os nossos representantes regressem com resultados que lhes permitam resolver as eliminatórias, em Luanda

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