Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cartada decisiva

03 de Agosto, 2019
Depois da igualdade a um tento conseguida no reduto do adversário e que abriu boas perspectivas para o apuramento a última eliminatória de acesso a fase final do CHAN, a ser realizada no próximo ano nos Camarões, Angola pode dar, esta noite, um importante passo na sua campanha.
Para já, basta-lhe uma vitória ou, na pior das hipóteses, um empate frente à congénere da e-Swatini, um adversário bem ao seu alcance e que no histórico de jogos entre si a Selecção Nacional assume pleno domínio. Contudo, o fracasso dos Palancas Negras na recém-terminada Taça de África das Nações, organizada pelo Egipto e vencida pela Argélia, resume-se, agora, em contas de outro rosário. Por isso, de momento, o foco do conjunto está precisamente nesta corrida ao CHAN, uma prova reservada apenas a jogadores que actuam nos respectivos países. Se no jogo desta noite, diante da turma do “Sihlangu Semnikati” (Escudo Real, na Língua de Camões), o combinado nacional vencer ou no mínimo empatar sem golos, vê encurtar-se os caminhos que vão dar aos Camarões o próximo ano. É legítimo esperar, que a jogar em casa e diante do seu público, os Palancas Negras têm tudo à sua mercê para ultrapassar este adversário. Mas, para tal, os comandados de José Silvestre “Pelé” e Arsénio Cabungula “Love” têm de ser ousados e, acima de tudo, jogar com vontade de vencer. Um deslize esta noite, é o pior que pode acontecer para Angola. Aliás, a má prestação que a Selecção Nacional teve no Campeonato Africano das Nações (CAN) deste ano Egipto, distanciou-a praticamente dos seus adeptos. Por isso, espera-se que o conjunto alcance, hoje frente à e-Swatini, um bom resultado e, acima de tudo, aliar isso a uma actuação convincente. Angola tem futebol para tal. Contudo, recomenda-se uma grande coesão entre os sectores, não permitir que o adversário tenha espaço de manobra e que, todavia, se lhes feche a linhas de passe. É ponto assente, que os jogadores da e-Swatini entrem para o rectângulo de jogo dispostos a contrariar o favoritismo dos angolanos e vai, daí, não se puder descartar as cautelas defensivas. E tudo porque um golo do conjunto que tem como designação “Sihlangu Semnikati”, pode complicar as contas para os Palancas Negras. É importante, que no duelo desta noite, os angolanos tentem evidenciar a mesma eficácia até agora apresentada nos confrontos com a selecção da e-Swatini, em que somam oito vitórias, três empates e uma única derrota. Uma vitória hoje de Angola reaproximaria a Selecção Nacional aos seus adeptos, ávidos de verem a equipa no trilho das boas exibições. E se fosse por números expressivos, como ocorreu em 2000, na ex-catedral do futebol nacional - o Estádio da Cidadela -, quando Angola bateu a então Swazilândia sem apelo e nem agravo, seria ouro sobre o azul. Foi, precisamente, um triunfo por copiosos 7-1, num duelo selectivo a segunda “mão” das eliminatórias de acesso ao Mundial de 2002, co-organizado pelo Japão e Coreia do Sul, em que os Palancas deixaram mais do que evidente o seu domínio sobre o adversário desta noite. Agora, resta aguardar que a Selecção Nacional transponha esta penúltima eliminatória de acesso ao CHAN, e, caso assim aconteça, na próxima etapa há-de ter como oponente o Botswana ou Zâmbia.

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