Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cestos de luxo

31 de Agosto, 2019
É para a populosa China, catalogada como o gigante asiático, que se viram a partir de hoje as atenções dos amantes do basquetebol, uma das modalidades mais fascinantes do mundo desportivo, que encontra a sua representação máxima na Liga Norte Americana, ou, para simplificar, na emocionante NBA.
A razão deste virar de olhos e de atenções para a China se explica em poucas palavras. Decorre naquele país, a partir de hoje até ao próximo dia 15 de Setembro, a XVIII edição do Campeonato do Mundo, que se disputa em oito cidades, talvez o maior número de quadras no registo, desde que a prova conheceu a luz do dia.
Na China, concentra-se, deste modo, a nata da bola ao cesto mundial. São selecções que vão procurar, dentro do seu poderio competitivo, mostrar aquilo que são capazes. Ou, dito por outras palavras, aquilo que valem na realidade. E também são estrelas individuais, que vão tentar mostrar o seu brilho à conquista de uma posição privilegiada na constelação.
Prevêem-se daí dias de loucura, em que as emoções daqueles que vivem a modalidade, de forma intensa, podem atingir o limite. São, no total, 32 países que tomam parte do certame, entre estes as principais potências mundiais, e aqueles que, mesmo não constando deste leque, também podem ter alguma palavra a dizer, sendo o desporto uma ciência dinâmica, em que não se descuram os processos evolutivos e regressivos.
A nossa Angola lá está para mostrar o seu capital. Claro está que já não é com aquela selecção que teve um longo reinado em África, que em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, pregou um susto à Espanha. Mas é, ainda assim, a selecção que temos, que embora estando em fase de renovação, incorpora ainda alguns activos que nela fazem alguma diferença.
Realmente, não se lhe pode exigir muito, numa prova mundialista, em que estarão os principais “gurus” da modalidade. Mas que tenha, ao menos, uma prestação dentro das metas estabelecidas. Ter a melhor classificação africana, por exemplo, seria já muito bom, mas a ambição e a emoção não nos devem tirar a humildade, que leve a reconhecer na selecção nigeriana maior potencial.
Descontando-se estes quês e porquês, vamos apenas esperar que a prova se dispute no quadro de um espírito de “fair play”, que venham a registar-se jogos de encher os olhos ao espectador. De resto, é mais este particular que interessa a quem se vê na condição de mero assistente, e, por via disso, no direito de ser servido com espectáculo de qualidade aceitável.



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