Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Cestos e emoes

11 de Maio, 2015
Ao que tudo indica, vamos ter a partir do próximo dia 19 emoções sem limite no basquetebol. Recreativo do Libolo, 1º de Agosto, Petro de Luanda e ASA prometem elevar os termómetros com aquilo que se espera venha a ser basquetebol de refinada qualidade técnica. Ao menos, por aquilo que ousaram mostrar na fase regular muito se pode esperar.

Quem das quatro equipas leva o anel do BIC Basket, é certamente o cerne da questão. Desde já, qualquer uma das equipas pode fazê-lo. Claro está que algumas com maior dose de favoritismo em relação às outras. Mas tudo isso terá de ser posto à prova nas quatro linhas que delimitam o rectângulo de jogo, porque por tudo quanto é sabido, ninguém se pode alvitrar vencedor antecipadamente.

À partida, teremos um Recreativo do Libolo, que na condição de campeão em título, não terá senão a obrigação de tudo fazer para a sua revalidação, uma empreitada que não se adivinha fácil, face à concorrência dos outros pretendentes. Na edição passada, teve de ir até ao limite com o 1º de Agosto, o mesmo 1º de Agosto que entra na luta com fortes ambições.

O Petro de Luanda aparece muito melhor em relação à época passada, não deixando por isso de ser também ele o potencial candidato à conquista do título. Neste play-off entra com todas armas ao seu dispor e está também preparado para não voltar a cometer os mesmos erros que penalizaram a sua campanha em 2014. Por aqui se pode prever a árdua batalha que as equipas esperam.

De resto, qualquer uma das equipas concorrentes dispõe de um valoroso naipe de atletas, capaz de fazer diferença em qualquer circunstância. Certo que umas estão mais apetrechadas que as outras. Mas nenhuma está desfalcada. Aliás, se assim fosse não teriam logrado a presença nesta fase crucial do torneio.

Aqui vai uma palavrinha de encorajamento à equipa aviadora. Na verdade, o ASA acaba por ser uma agradável surpresa nestes play-off. Acreditamos que pouco esperavam que o quadro fosse esse. É que a equipa do aeroporto revelou na fase regular uma forte capacidade de gestão dos seus passos e acções. E já quase no fim conseguiu aplicar aquilo que se podia chamar verdadeiro golpe de mestre.

Carlos Dinis, seu treinador, em recente entrevista a este jornal expôs as suas ambições, prometendo mesmo a conquista do título. Nada há aqui de anormal. Quem assim promete não é gago. Aliás, a conquista é o pensamento que deve povoar a mente de todo aquele que, depois de uma enorme refrega na fase regular, conseguiu chegar até aqui.

O técnico do ASA não sonha acordado coisa nenhuma. Ele pode lograr os seus objectivos. Vai ser difícil sim, mas a determinação dos homens transforma coisas difíceis em fáceis. Também é verdade que quanto mais aposta tiverem as equipas, mais competitividade podem proporcionar a este play-off. Esperamos que assim seja...

Últimas Opinies

  • 15 de Julho, 2019

    O real papel do gestor desportivo

    As funções de um gestor desportivo não são mais do que as funções de um gestor de empresas, adaptadas e ajustadas às particularidades de um clube ou federação desportiva.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Quem explica o desporto angolano?

    O nosso desporto merece um estudo profundo, para se encontrar explicações que justifiquem os resultados que vai tendo.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Cartas dos Leitores

    No nosso grupo (A),  somos a única selecção (Angola) que tem a sua primeira participação  a este nível. Canadá vai para a sua sétima, Nova Zelândia.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Objectivo falhado

    Angola não conseguiu alcançar o objectivo preconizado no Mundial de Hóquei em Patins, que se disputou em Barcelona, Espanha, acabando por se quedar na sexta posição.

    Ler mais »

  • 13 de Julho, 2019

    Cartas dos Leitores

    Vamos entrar para o campeonato em cada jogo para ganhar, nós queremos começar bem, com o pé direito. Como sabem, já temos o calendário.

    Ler mais »

Ver todas »