Jornal dos Desportos

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Opinio

Chegou o Girabola

11 de Fevereiro, 2015
O campeonato nacional da primeira divisão, a mais alta expressão do nosso futebol, começa hoje. Quando o Kabuscorp do Palanca e o Recreativo da Caála se defrontarem, inicia uma maratona competitiva que promete emoções ao limite, ao longo das 30 jornadas. Com a chegada do Girabola, regista-se sempre do lado de quem gosta do jogo de dar pontapés na bola, um suspiro de alívio, pois passa a ter os fins-de-semana melhor preenchidos.

Afinal, o defeso incomoda a todos. Não apenas às equipas e ou aos técnicos e atletas que vão de férias, que lhes quebram o ritmo competitivo, mas também ao próprio espectador que se vê privado do salutar ambiente futebolísticos dos fins-de-semana, apesar de que entra casa adentro pelos meios que hoje a tecnologia permite, quase a todas as horas de todos os dias.

É sempre motivo de alegria quando a bola volta a rolar. Os caminhos de acesso aos estádios, já perderam o trilho do homem, reabrem para a moldura humana, mesmo que no quadro comparativo notemos que o Girabola hoje em termos de adesão massiva fica a dever às suas primeiras edições, aquelas que os mais novos não viveram e nem podem contar.

É claro que neste período da globalização, em que o mundo transformou-se quase numa pequena aldeia, alargou-se o campo de escolha. Há quem acossado de alguma falta de qualidade do futebol doméstico prefira deleitar-se com as Ligas da velha Europa, muitas vezes com futebol mais alegre e vistoso, mais competitivo e espectacular.

Certo de que entre o que é dos outros, a preferência deve à partida recair no que é nosso. Mas isso, não se impõe a ninguém. É bom saber que o Girabola mantém o seu traço, vai daí a alegria que domina a esta hora os meandros do nosso futebol. Vai daí a alegria do povo, a ansiedade dos jogadores para darem nas vistas.

Os técnicos, dirigentes, árbitros, roupeiros e outros actores dão certamente largas à alegria, porque futebol é festa e nela cabem todos. Quanto a nós, enquanto fazedores de informação, embora como jornalistas não estejamos exonerados da nossa condição de amantes de futebol, respeita-se o princípio de não confundir clubismo com profissionalismo, vamos estar presentes para ver e aplaudir os melhores momentos do campeonato, os melhores jogos, os melhores artistas, enfim.

Esperamos desde já, que haja muita disputa para os lugares cimeiros e acima de tudo muita qualidade futebolística. Aliás, o elevado número de equipas candidatas ao título promete isso mesmo, para lá de quase todas terem investido muito, em estágios de pré-época. Isso pressupõe, realmente, que há uma grande aposta da parte destas em procurarem superar as classificações da época passada, no caso das que se quedaram do segundo lugar para baixo. Quanto ao campeão o objectivo é único: a revalidação e ponto final.

Vamos aguardar que assim seja. Vamos também aguardar que o torneio traga novidades, isto é, consagre novos talentos. As novidades dão sempre outra pitada de alegria a qualquer espectáculo. Vamos acreditar no potencial das equipas intervenientes na prova, na esperança de que elas saibam dignificá-la com futebol de qualidade.

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