Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Chicotadas no 1 de Agosto

22 de Abril, 2014
O 1º de Agosto acaba de por fim à sua ligação com o técnico Daúto Faquirá, por maus resultados deste, tanto no Girabola como na competição.Uma relação que prometia muito, mas que teve apenas perto de ano e meio de duração porque os dirigentes do clube militar acharam que recebiam muito pouco do treinador, em função dos seus anseios e do desejo dos seus adeptos que eram verem o clube a ostentar, novamente, o título de campeão nacional.Os clubes procuram, muitas vezes, mudar cenários com chicotadas psicológicas e nesse particular o 1º de Agosto tem estado entre as agremiações que mais treinadores despedem.

Romeu Filemon, antecessor de Faquirá, tinha um projecto que nem chegou a metade porque foi despedido a meio do percurso e Faquirá deixa o clube debaixo de grande contestação dos adeptos, mesmo depois de ter conseguido uma vitória suada no reduto do Sporting de Cabinda que, eventualmente, poderia ajudar a serenar os ânimos e adiar o seu despedimento.É evidente que um clube como o 1º de Agosto, sempre candidato ao título, não pode desperdiçar os pontos que perdeu. O clube aparece num modesto sétimo lugar com dez pontos, separado na tabela classificativa dos líderes Libolo e Benfica pelo mesmo número de pontos, e naturalmente vai ter dificuldade em recuperar os pontos perdidos e, inclusive, chegar ao topo.

Nos oito jogos em que comandou a equipa, Faquirá logrou apenas três vitórias e um empate, perdendo os restantes quatro, uma safra bastante reduzida, e que de modo algum se coaduna com a postura de um candidato ao título.O técnico Dragan Jovic, homem ligado à formação do clube, foi o treinador em quem a direcção do clube militar apostou para dar à equipa o espírito ganhador de que necessita e, deste modo, pô-la no trilho das formações que se assumem, de facto, como potenciais candidatos ao trono.

Uma tarefa que se afigura difícil. Mesmo ligado às estruturas do clube, Jovic pode precisar de tempo para se adaptar à equipa e mudar a mentalidade dos jogadores, tempo que o clube não tem para mudar as coisas, porque o lema deve ser recuperar o mais depressa possível tudo o que se perdeu no campeonato ao longo das oito jornadas disputadas.Chegou, pois, ao fim, o ciclo de Faquirá no 1º de Agosto. Sem glória, o treinador sai pela porta pequena do clube que serviu e com o qual esperava ter uma ligação mais longa e com grandes conquistas à mistura.

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