Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Chicotes no Girabola

17 de Junho, 2018
Conviver com as chamadas chicotadas psicológicas, já se tornou vulgar no Girabola, dado que, anualmente, e quase sempre pelos mesmos motivos, impera a lei do chicote que, sem pedir licença a ninguém, mandam simplesmente treinadores para o desemprego.
E nesta fase decisiva da competição , alguns clubes resolveram tomar posições extremas e rescindir os contratos com os treinadores, que orientavam as respectivas equipas, estando nesta condição o português Sérgio Traguil e o turco Ekrem Asma, que até então orientavam o Kabuscorp do Palanca e o Sagrada Esperança da Lunda Norte, respectivamente.
Em ambos os casos, o móbil para o despedimento foi o mesmo: a falta de resultados credíveis para sustentar os objectivos, que os dois conjuntos traçaram para a presente temporada, que passava pela luta pelo título do Girabola.
Nesta altura, o conjunto do Palanca poderia ter acesso à carruagem dos candidatos, não fossem os 12 pontos que lhe foram retirados pela FAF, por orientação da FIFA, devido a alegados incumprimentos contratuais, quer com o antigo internacional Rivaldo; quer com o TP Mazembe da RDC, aquando da transferência do congolês Tresor Mputo para os palanquinos.
Já a formação lunda está muito distante do topo. Num modesto décimo lugar, posição que em nada se coaduna com as ambições de quem, no início do campeonato, assumia a luta pelo título como primeiro objectivo.
Os técnicos, já se sabe, têm sempre de pagar a factura dos maus resultados das equipas que orientam (pelo menos no nosso campeonato), e eis que temos o lote de treinadores despedidos esta época mais gordo.
Traguil e Ekrem não foram os primeiros e nem serão os últimos a sofrer na pele a força do chicote. O campeonato entrou para uma fase decisiva, em que as exigências aos treinadores serão maiores, particularmente nas equipas que estão em risco de despromoção, e que num autêntico salve-se quem puder, tudo esperam fazer para contornarem a fase difícil que atravessam e darem no fim da prova, um suspiro de alívio por conseguirem a manutenção.

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