Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Clima desanuviado

22 de Julho, 2017

O ambiente que se vive em torno dos Palancas Negras, em vésperas do jogo que vai decidir a continuidade na corrida à fase final do CHAN, é contagiante e quando acontece, é caso para dizer-se que o povo está com a sua selecção. É certo que o dia a dia da Selecção Nacional, nos últimos tempos, é uma mescla de mais decepções que alegrias, com tropeços sucessivos nas provas em que esteve engajada e que podiam dar outra visibilidade ao futebol do país, mas como em tudo na vida, há sempre segundas oportunidades para todos nós.

Os adeptos são exigentes, e durante algum tempo estiveram distanciados dos Palancas Negras, cenário que nesta fase deve ser alterado, dado o clima menos carregado que se observa, mais por causa do triunfo do conjunto nacional em casa do adversário, que permitiu dar um passo em frente no marcador, com mais possibilidades de sentenciar a eliminatória.

O regresso ao Estádio 11 de Novembro pode marcar a época de êxitos, que se deseja ao conjunto nacional. Angola está engajada em duas fases, a primeira, referente à corrida à fase final do CHAN, e a segunda, que decide o apuramento para a prova dos Camarões, e os Palancas Negras devem mostrar que o maior recinto de futebol do país começa a partir de agora, a ser uma muralha inexpugnável para os seus adversários.

É certo que nada ainda está ganho. Os Palancas Negras estão em vantagem numa eliminatória que comporta dois jogos e que amanhã se completa. Todavia, temos de convir que a vitória conquista há seis dias em Port Louis, foi de facto uma grande lufada de ar fresco para a Selecção Nacional, que precisava de vitórias para recuperar a confiança em si mesma. Hoje, os Palancas Negras efectuam o treino derradeiro. Quaisquer que sejam as opções do treinador, devem ser sempre em benefício do conjunto, que com um triunfo disputa a eliminatória que vai decidir o seu apuramento.

Uma postura ganhadora é o que se pede à Selecção Nacional, porque outra coisa não se podia pedir. A equipa tem do seu lado o factor casa, joga galvanizada com o apoio dos adeptos, daí que tenha de mostrar ao adversário, que o triunfo fora de casa não foi obra do acaso. Este sábado, além de ser de trabalho, deve servir para todos os integrantes da equipa nacional interagirem entre si, em busca de uma sintonia no jogo de amanhã, para que no fim todos possamos sorrir, por mais um objectivo cumprido com êxito.

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