Jornal dos Desportos

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Opinio

Clssico no "gira"

10 de Abril, 2016
Dado o objectivo das equipas na prova, é fácil adivinhar que a partida, a ser disputada na catedral do futebol nacional, o Estádio Nacional 11 de Novembro, em Luanda, promete muitas ou algumas emoções, não obstante as equipas não terem ainda evidenciado o ritmo competitivo desejado.

O 1º de Agosto - Recreativo do Libolo ou vice-versa tornou-se, há coisa de mais ou menos cinco/seis anos num dos clássicos do futebol nacional, a par de outros envolvendo os grandes do futebol nacional. Não importa que o jogo seja em Luanda ou na vila de Calulo, a verdade é que não há antes dos 90 minutos vencedores antecipados.

Este ano as duas equipas defrontaram-se para a primeira volta do Girabola e pese embora estarem separadas por seis pontos, o resultado é ainda assim imprevisível. Ou seja, seria de algum risco apontar para um virtual vencedor, dado o equilíbrio que reina nos jogos entre estes os dois colossos.

O clássico vai assim voltar a movimentar multidões e despertar acesos debates, já que uma das equipas quer manter o seu estatuto de campeão, e a outra procura, a todo custo, resgatar este mesmo estatuto que perdeu há praticamente 10 anos. Quer uma, quer outra, tem condições de levar a disputa do título do Girabola até ao limite.

O campeão esteve, até há bem pouco tempo, engajado numa frente internacional, levando-o a deixar um pouco de lado as provas internas. Com o seu afastamento prematuro das Afrotaças, concretamente das eliminatórias de acesso à fase de grupo da Liga dos Campeões, as atenções vão voltar a estar concentradas de novo na compita interna, precisamente no Girabola.

O aspirante a campeão espera, depois de quase 10 anos de jejum, fazer deste o Girabola do resgate do título. Depois de um arranque irrepreensível, conseguindo cinco vitórias consecutivas, o 1º de Agosto claudicou na jornada passada diante, pasmem-se, do último classificado Recreativo da Caála.
As duas equipas estão separadas apenas por cinco pontos (15-10) que podem ser dilatados para oito, em caso de vitória dos militares, ou reduzidos a dois, caso os libolenses saiam em vantagem no final da contenda.

A incógnita do resultado dá hoje lugar a certeza do equilíbrio que marca o (re)encontro entre militares e libolenses. Nesta altura os prognósticos repartem-se, pois as duas equipas estão galvanizadas e a passar por um momento alto.

Portanto, espera-se por bom jogo não só por envolver dois emblemas que lutam pelo título, mas porque são equipas com bons plantéis, bons treinadores e com claques efusivas, embora os de Calulo não têm uma legião de apoiantes tão massiva quanto os de Luanda. De resto, esperemos apenas pelo desfecho deste clássico do futebol nacional.

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