Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Clubes na labuta

06 de Julho, 2016
O Girabola Zap regressa para a disputa da segunda volta da competição, no mesmo fim-de-semana em que a Europa conhece o campeão, após um mês de fortes expectativas em terras francesas, com algumas surpresas à mistura.

Uma segunda volta, em que as equipas (as que tiveram recursos financeiros para tal) aproveitaram para ir ao mercado fazer compras, e deste modo, reforçarem os respectivos plantéis para os objectivos que traçaram.

Contrariamente aos anos anteriores, a janela de transferências não teve a movimentação esperada, fruto da contenção financeira que os clubes são obrigados a fazer, decorrente da crise económica que o país vive.

Ainda assim, alguns atreveram-se a comprar fora do país, o que indica que ponderaram bem ao enveredarem por esse caminho, porque em boa verdade, só os clubes com possibilidade de pagar a jogadores estrangeiros, sem prejuízo para a sua própria gestão, atreviam-se a tal.

Se o 1º de Agosto não se reforçou para essa etapa derradeira do campeonato, o mesmo não se pode dizer dos rivais, na luta pelo título, Recreativo do Libolo, actual campeão em título, e Petro de Luanda, a equipa com mais troféus do campeonato, facto que leva a concluir a disposição de desalojarem os militares do posto que ocupam, à entrada desta segunda volta.

Nesta altura, as equipas ou reiteram objectivos ou reprogramam as estratégias. O Kabuscorp do Palanca tem uma época discreta, surgem fora das três primeiras posições no Girabola Zap, está fora da Taça de Angola, mas o seu presidente após minimizar essa última questão, já referiu que o objectivo equipa é o título do Girabola, e é por isso, que lutam no segundo turno da prova.

Uma ambição assumida, ainda antes do arranque da competição, mas que a turma palanquina pouco fez para materializá-la, que culminou com o rompimento do vínculo contratual que tinha com o então treinador.

Até ao rolar da bola, no reinício do campeonato, é crível que alguns coisas possam acontecer no dia-a-dia dos clubes, que estão de mangas arregaças para a empreitada que se avizinha difícil para todos.

O topo e a cauda da prova vão viver momentos de grande incerteza, ao longo das próximas 15 jornadas, dado que pode haver despique forte tanto para os conjuntos que estão na carruagem, dos que lutam pelo título, como entre as formações, que tentam evitar a despromoção.
E, não são poucas, verdade seja dita.

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