Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Com os olhos no CHAN

31 de Agosto, 2013
Apesar do nulo traduzir um resultado algo traiçoeiro, os angolanos têm motivos suficientes para acalentar a esperança de um desfecho favorável na eliminatória. Assim, hoje, o futebol angolano tem uma importante cartada que pode confirmar a presença ou não do país na terceira edição da competição reservada aos jogadores que actuam nos respectivos campeonatos internos.

Os Palancas Negras jogam com os Mambas, em Benguela, para a segunda-mão, e pretendem confirmar o apuramento. Apenas a vitória ou na pior das hipóteses um empate sem golos (abrindo caminho para as grandes penalidades), permitiria aos angolanos estarem mais próximos da prova que vai decorrer na África do Sul.

A tarefa parece à partida difícil depois do empate em Maputo. Mas, com uma boa estratégia, a Selecção Nacional tem a possibilidade de, em casa, tirar partido deste factor e concretizar o sonho de jogar na África do Sul. No jogo da primeira-mão, os Palancas Negras conseguiram um resultado pouco satisfatório, não obstante tudo terem feito para que nesta altura estivessem mais próximos da qualificação.

Os pupilos de Gustavo Ferrín não conseguiram melhor que um empate sem golos. Este desfecho facilita mais as coisas para os moçambicanos que, com qualquer empate com golos, ficam apurados.

Em Benguela é importante inverter este quadro para uma maior garantia de qualificação. Com os olhos virados exclusivamente para a África do Sul, a vitória é a chave certa para Angola chegar ao CHAN de 2014, depois da experiência em 2011, no Sudão.

Os Palancas Negras estão “condenados” a defender as cores do país, sobretudo porque o jogo da decisão é em casa. Embora em futebol existam três resultados, a Selecção Nacional está como que proibida a desiludir na partida decisiva de hoje no Estádio Nacional de Ombaka, em Benguela, depois das campanhas menos bem sucedidas no CAN e as eliminatórias para o mundial.

A Selecção Nacional tem no CHAN da África do Sul a oportunidade de salvar, pelo menos, uma das campanhas em que esteve engajada. Espera-se que Gustavo Ferrín e os seus pupilos tudo façam para honrar o futebol nacional. Aliás, na qualidade de vice-campeã africana da referida competição, Angola tem a obrigação de chegar à fase final.

O público é chamado a encher por completo o Estádio Nacional de Ombaka para que os nossos Palancas tenham o apoio necessário quer nos bons, quer nos maus momentos. Estamos em crer que, como bons amantes do futebol, os angolanos vão dar uma resposta exemplar.

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