Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Comear bem o CAN

15 de Maio, 2017
A Selecção Nacional de Sub-17 está no Gabão para disputar o CAN da categoria e começa a prova hoje diante do Níger, para a primeira jornada do seu grupo, em que tem como companheiros também a Tanzânia e o Mali, actual detentor do titular, com o qual vai disputar o último desafio da primeira fase.

Ausente da maior cimeira africana da categoria há 17 anos, os jovens angolanos partiram para o palco da competição longe da preparação que seria a desejável, com muitos imprevistos a condicionarem o trabalho preliminar antes da competição, em que se pode apontar o facto de não ter usufruído de um estágio de preparação , além do conjunto não ter feito a preparação em regime de concentração.

Tudo isso pode, em certa medida, condicionar o objectivo do conjunto que é primariamente chegar o mais longe possível, num grupo em que o Mali, principal favorito à passagem à outra fase, beneficiou de um estágio fora das suas fronteiras, o mesmo acontecendo com a Tanzânia.

O apoio aos escalões de formação, propagado pelo elenco de Artur Almeida e Silva não só quando do período para a sua eleição, como na fase subsequente, não se fez sentir, pois, nesta empreitada dos Sub-17 em terras gabonesas, quando se questiona se a FAF terá esgotado todas suas opções para dar o mínimo de condições ao conjunto, mesmo que a preparação fosse caseira, mesmo em tempo de crise que todos nós conhecemos, e que tem impedido a aplicação de programas, também no desporto.

No Gabão, para o conjunto angolano o mais importante é participar e propiciar aos jogadores jogos debaixo de muita pressão, embora equipa possa chegar até onde lhe deixarem.

Treinadores e jogadores estão confiantes numa boa prestação, mesmo com as adversidades vividas, e mesmo num grupo difícil. No fundo, a ideia geral é começar a dar aos jogadores jogos que os possam libertar de eventuais pressões ao longo da sua caminhada na afirmação do seu futuro.

O facto de Angola marcar presença numa praça composta pelas melhores selecções do continente é desde já um passo em frente para a afirmação dos escalões de formação, durante muito tempo votados quase ao ostracismo. O e jogo de hoje com o Níger pode significar muito para os nossos jovens jogadores.

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