Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Comear de novo

25 de Abril, 2014
Tal como no ano passado, o Girabola não corre de feição para o 1º de Agosto, havendo de novo o temor de ser mais um ano para esquecer; para fazer parte apenas das estatísticas negativas, como acontece desde 2006, altura em que o clube conquistou o seu último título a nível do futebol.

Em 35 edições do campeonato nacional, o 1º de Agosto nunca esteve de fora em nenhuma ocasião, sendo a par do ASA as únicas equipas totalistas. Mas ao longo destas três décadas, os militares conseguiram apenas conquistar o Girabola em nove ocasiões, deixando-se superar pelo arqui-rival, Petro de Luanda, que entrou para a prova dois anos mais tarde, ou seja, em 1981, tendo arrebatado já 15 campeonatos.

Contrariamente ao ano passado em que o arranque foi promissor, surgindo em seguida alguns percalços durante a caminhada, neste o começo foi logo de derrapagens: três derrotas consecutivas, equivalendo a perda de nove pontos duma assentada. Seguiram-se resultados alternados que não foram de todo satisfatórios.

Depois de aguentar a pressão até à oitava jornada, a direcção do 1º de Agosto decidiu ceder, satisfazendo a vontade da maioria dos adeptos militares. Embora houvesse sinais que apontassem para o desenlace, o despedimento do técnico Daúto Faquirá na última segunda-feira acabou por ser uma surpresa.

O luso-moçambicano foi demitido, tal como o seu antecessor Romeu Filemon. Depois de um empate na sétima jornada e uma vitória na última ronda (oitava), esperava-se mais uma oportunidade para o técnico, atendendo até ao facto de a primeira volta ter chegado só agora a meio. Mas o entendimento de Carlos Hendrick e seus pares parece não ter sido este.

Acreditando piamente que ainda há tempo para recuperar os pontos perdidos e relançar a equipa para a disputa do título, a direcção do clube militar não hesitou em mandar embora o treinador contratado o ano passado para duas épocas, mesmo tendo noção dos prejuízos que a decisão causa, como é o caso de uma indemnização por incumprimento contratual.

Depois do segundo lugar no ano passado, e um jejum de sete, este ano a direcção do clube pretende inverter o quadro e evitar a constante pressão exercida pela exigente massa associativa. O bósnio Dragan Jovic é a nova aposta do 1º de Agosto e começa já neste fim-de-semana a sua missão com um verdadeiro teste de fogo, quando defrontar o líder do Girabola, Recreativo do Libolo.

Separados por dez pontos, os militares podem reduzir a desvantagem para sete e reanimarem-se para continuar a discutir o título até onde for possível, já que por enquanto dependem, irremediavelmente, de terceiros.
Ao fim ao cabo, será como que começar tudo de novo, após a demissão de Daúto Faquirá e a contratação de Dragan Jovic. A ver vamos o que vem a seguir.

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